Geral
Petróleo cai pelo 3º dia seguido com retomada de fluxos no Estreito de Ormuz
WTI e Brent fecharam em forte baixa após sinais de normalização da passagem de navios e avanço nas negociações entre EUA e Irã.
Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda pelo terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira, 24, em meio a sinais de normalização do fluxo no Estreito de Ormuz e ao avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã após a assinatura de um memorando de entendimento.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto recuou 3,92% (US$ 2,87), cotado a US$ 70,34 o barril, depois de operar abaixo dos US$ 70 na mínima intraday. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 3,81% (US$ 2,93), a US$ 73,87 o barril.
A queda do petróleo se intensificou pela manhã, chegando a cerca de 3%, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã informou a Washington que não está cobrando pedágios de embarcações que transitam por Ormuz. Em visita ao Kuwait, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou que um grupo técnico de negociação deve retornar ainda este mês ao Oriente Médio para novas conversas com os iranianos.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que cerca de 72 navios deixaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, o que representa a passagem de aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo pela via marítima.
Segundo avaliação da Capital Economics, os investidores já precificaram grande parte das boas notícias relacionadas à recuperação das exportações de energia do Golfo, o que abre espaço para alguma volatilidade nos preços ao longo do terceiro e quarto trimestres. Para a consultoria, o mercado global de petróleo deve retornar a uma condição de excesso de oferta assim que a produção interrompida for totalmente restaurada, pressionando o Brent para cerca de US$ 60 o barril até o fim de 2027.
Em paralelo, o Goldman Sachs avalia que as margens de derivados da commodity devem permanecer elevadas por mais tempo e apresentam risco de queda menor do que o preço do petróleo bruto. O banco acrescenta que as margens de diesel e gasolina seguem bem acima dos níveis registrados antes da guerra.
Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo caíram 6,08 milhões de barris na semana encerrada em 19 de junho, uma redução mais acentuada do que a queda de 4,1 milhões de barris prevista por analistas.
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