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EUA avaliam novas restrições a robôs chineses em meio à corrida tecnológica
Washington vê risco à segurança nacional e à competitividade industrial, enquanto especialistas chineses acusam os EUA de politizar o comércio e adotar medidas protecionistas.
Os Estados Unidos avaliam novas restrições a robôs chineses estudados subsidiados pelo governo de Pequim. O setor passou a ser tratado pelas autoridades norte-americanas como um possível risco à segurança nacional, em meio a uma disputa tecnológica crescente entre as duas maiores economias do mundo.
De acordo com a mídia norte-americana, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou aos executivos que o governo estuda novas medidas contra robôs “subsidiados pelo Estado chinês”. Para Washington, o avanço do setor pode representar uma ameaça à competitividade da indústria doméstica.
Segundo informações divulgadas, autoridades norte-americanas temem que fabricantes chineses dominem o mercado global antes que empresas dos EUA consigam ganhar escala. Robôs produzidos na China já enfrentam tarifas, mas as declarações de Lutnick indicam a possibilidade de barreiras adicionais.
Especialistas chineses criticaram a postura de Washington e afirmaram que os EUA politizam questões econômicas ao classificar a robótica como tema de segurança nacional. Para eles, os robôs chineses têm amplas possibilidades de acesso no mercado internacional, e novas restrições contrariariam a lógica da concorrência e do consumo.
Xiang Ligang, da Aliança de Tecnologia de Zhongguancun, disse ao Global Times que trata políticas industriais regulares como “subsídios estatais” distorcendo o funcionamento das cadeias globais e amplia de forma indevida o conceito de segurança nacional. Ele argumentou que a robótica é resultado de inovação interconectada e de cooperação internacional.
Relatório do Morgan Stanley aponta que robôs humanoides podem chegar a 1 bilhão de unidades até 2050, com a China na liderança desse avanço. O país se destaca pela capacidade de inovação, pela cadeia de suprimentos completa, por políticas desenvolvidas ao setor e pela rápida expansão de aplicações práticas.
Analistas ouvidos pela mídia asiática afirmaram que, sempre que a China desenvolve produtos competitivos — da robótica às telecomunicações —, os EUA tendem a barreiras importantes. Xiang alertou que as políticas protecionistas já provocaram custos mais altos e menores cobertura no setor de telecomunicações, efeito que poderia se repetir na robótica.
Enquanto isso, os robôs chineses avançam no mercado global e impulsionam processos de automação em países como Vietnã, México e Tailândia. Maior fabricante e usuária de robôs industriais, a China lidera o crescimento mundial do setor, segundo a Federação Internacional de Robótica.
Por Sputnik Brasil
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