Geral
Superintendência do Cade aprova sem restrições fusão entre Subsea7 e Saipem
Operação prevê incorporação da Subsea7 pela Saipem e ainda pode ser questionada por terceiros no prazo de 15 dias.
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a fusão entre a Subsea7 e a Saipem, duas das principais fornecedoras globais de serviços de engenharia e instalação offshore para a indústria de óleo, gás e energia.
A operação prevê a incorporação da Subsea7 pela Saipem e foi analisada sob a ótica dos possíveis impactos concorrenciais nos mercados de instalação de sistemas submarinos e de serviços de manutenção.
Segundo o parecer, a área técnica concentrou a análise no segmento de instalação de sistemas SURF, sigla em inglês para Subsea Umbilicals, Risers and Flowlines, que envolve a instalação de umbilicais, risers e dutos submarinos utilizados em projetos offshore.
Embora a participação combinada das empresas ultrapasse parâmetros normalmente associados a posições dominantes, a superintendência concluiu que não há evidências suficientes de risco de exercício unilateral de poder de mercado após a operação.
A decisão foi fundamentada, entre outros fatores, na existência de concorrentes aptos a disputar contratos no Brasil e na possibilidade de entrada de novos competidores por meio da realocação de operações já existentes em outros mercados. O órgão também registrou que o acordo não prevê cláusulas de não concorrência.
Caso não haja questionamento de terceiros nos próximos 15 dias, a operação será considerada definitivamente aprovada. A Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (Abep), a Petrobras, a Exxon e a Technip Brasil foram admitidas como interessadas no processo e podem apresentar recurso.
Outro ponto considerado foi a dinâmica concorrencial baseada em licitações promovidas por grandes empresas de petróleo e gás. Segundo o Cade, outros fornecedores internacionais participam regularmente desses certames, o que contribui para manter pressão competitiva sobre preços e condições ofertadas.
A disponibilidade de embarcações especializadas para lançamento de dutos submarinos também teve peso relevante na análise. O Cade apontou que a frota global desses ativos apresenta nível significativo de ociosidade e capacidade suficiente para atender à demanda prevista para os próximos anos, inclusive em projetos do pré-sal.
A superintendência também observou que eventuais desativações ou mudanças em contratos de afretamento tenderiam a redistribuir os ativos entre operadores concorrentes, sem redução da capacidade total do mercado.
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