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Sheinbaum cobra dos EUA combate a organizações criminosas internas

Presidente do México afirma que Washington também deve agir contra redes que operam dentro do próprio país e rejeita ingerência estrangeira

Sputnik Brasil 23/06/2026
Sheinbaum cobra dos EUA combate a organizações criminosas internas
Claudia Sheinbaum cobra ação dos EUA contra organizações criminosas internas - Foto: © AP Photo / Marco Ugarte

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (23) que, em reuniões bilaterais com autoridades dos Estados Unidos, seu governo tem insistido na necessidade de Washington adotar estratégias próprias para enfrentar organizações criminosas que atuam em território norte-americano.

Segundo a mandatária, o México realiza um trabalho amplo, que vai do enfrentamento das causas estruturais da violência à prisão de lideranças do crime organizado. No entanto, ressaltou, o país vizinho também precisa assumir sua parcela de responsabilidade.

“Há organizações criminosas nos Estados Unidos. A enorme quantidade de drogas vendida ilegalmente no país não existiria sem essas organizações. Eles precisam fazer a parte deles. Nem toda a responsabilidade está do lado de fora; eles também precisam agir dentro do próprio país”, declarou Sheinbaum, durante entrevista coletiva.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogitou em diferentes ocasiões a possibilidade de enviar tropas ao México para conter o narcotráfico. A manifestação mais recente ocorreu na semana passada, quando o vice-presidente norte-americano, J. D. Vance, afirmou que Washington se reserva o direito de realizar ações militares contra cartéis de drogas em território mexicano, caso considere necessário para proteger a população dos EUA.

A presidente mexicana contestou a declaração, reafirmou que seu governo trabalha diariamente para garantir a segurança da população e rejeitou a narrativa de que os cartéis controlariam o país.

Sheinbaum também tem reiterado que não permitirá ingerência estrangeira nos assuntos internos do México, defendendo a soberania nacional diante das crescentes pressões vindas de Washington.