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FedEx vê lucro cair após cisão de negócios, e ação recua no pós-mercado
Companhia superou estimativas de lucro ajustado e receita, mas investidores reagiram aos custos da separação da FedEx Freight e a outros ajustes contábeis.
A FedEx registrou lucro líquido de US$ 1,6 bilhão no quarto trimestre fiscal de 2026, ou US$ 6,60 por ação diluída. O resultado representa queda em relação aos US$ 1,65 bilhão, ou US$ 6,88 por ação, apurados no mesmo período do ano anterior.
O lucro ajustado foi de US$ 6,31 por ação, acima da estimativa de US$ 5,96 por ação de analistas ouvidos pela FactSet.
Segundo a companhia, o resultado por ação diluída refletiu ajustes contábeis de planos de aposentadoria com marcação a mercado, custos relacionados à cisão da FedEx Freight, iniciativas de otimização dos negócios e outros fatores.
A receita avançou para US$ 25 bilhões, ante US$ 22,2 bilhões no mesmo período do ano anterior, impulsionada por tarifas e volumes de remessas mais elevados. O faturamento também superou a projeção de US$ 24,04 bilhões compilada pela FactSet.
Por volta das 18h57, no horário de Brasília, as ações da companhia caíam 6,10% no pós-mercado de Nova York, depois de recuarem 3,5% na sessão regular desta terça-feira. No fechamento, os papéis ainda acumulavam alta de 36% no ano.
Os resultados foram divulgados após a FedEx concluir, em 1º de junho, a separação de sua divisão de frete em uma empresa independente e de capital aberto.
A companhia também alterou recentemente seu ano fiscal para alinhá-lo ao ano-calendário, transferindo o encerramento do exercício de 31 de maio para 31 de dezembro, com efeito a partir do trimestre atual.
O balanço mostrou ainda saldo final de caixa e equivalentes de caixa de US$ 13,3 bilhões. O montante inclui um dividendo em dinheiro de US$ 4,1 bilhões proveniente da cisão da FedEx Freight, que será utilizado de forma a preservar a isenção tributária da transação.
“Além disso, o saldo de caixa divulgado inclui aproximadamente US$ 800 milhões em reembolsos de tarifas da Lei de Política Econômica de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) retidos para reembolso aos clientes”, informou a companhia.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que a IEEPA não autoriza o presidente Donald Trump a impor tarifas por motivos como tráfico de drogas ou déficits comerciais, decisão que gerou um valor bilionário em reembolsos.
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