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Sánchez diz que não reconhecerá eventual vitória de Keiko Fujimori
Candidato de esquerda questiona votação de peruanos no exterior e pede anulação dos votos; diferença entre os presidenciáveis é de cerca de 40 mil votos
O candidato de esquerda à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, afirmou nesta terça-feira, 23, que não reconhecerá uma eventual vitória da conservadora Keiko Fujimori caso a Junta Nacional Eleitoral não aceite seu pedido de anulação dos votos de peruanos residentes no exterior, sob alegação de suposta violação da legislação eleitoral.
Com 99,72% dos votos apurados, Sánchez aparece atrás de Keiko por cerca de 40 mil votos. A expectativa é de que ele seja derrotado assim que as autoridades concluírem o processamento das atas de apuração. Mais de 18 milhões de peruanos participaram do segundo turno.
Sánchez, ex-ministro do Comércio, tem forte apoio em áreas rurais e entre a população indígena do Peru. De acordo com dados divulgados pelas autoridades eleitorais, ele venceria a eleição caso os votos dos peruanos que vivem no exterior fossem desconsiderados.
A campanha do candidato apresentou uma petição para rejeitar os votos do exterior. O argumento é de que consulados peruanos em outros países não teriam utilizado um aplicativo fornecido pelo governo para escanear as atas de apuração, como, segundo a campanha, exigiria a lei.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Peru informou que, no fim de maio, obteve autorização dos oficiais eleitorais para realizar a votação nos consulados sem o escaneamento das atas, encaminhando os documentos diretamente à capital, Lima, para processamento após o encerramento da votação.
Segundo o ministério, a alteração no procedimento ocorreu devido a problemas registrados com o aplicativo de escaneamento durante o primeiro turno. A campanha de Sánchez sustenta que a mudança abriu brechas para fraude, alegação negada tanto pela agência nacional de eleições do Peru, a ONPE, quanto pelo Ministério das Relações Exteriores.
“Nessas condições de transgressão das regras, não reconheceremos o governo da senhorita (Keiko) Fujimori”, declarou Sánchez nesta terça-feira.
Mais de 307 mil peruanos residentes no exterior votaram no segundo turno de 7 de junho entre Sánchez e Fujimori. Desse total, 65% apoiaram a candidata conservadora, segundo a ONPE.
Keiko Fujimori não se pronunciou sobre o pedido de Sánchez para anular os votos do exterior.
O Peru teve oito presidentes na última década, dos quais apenas dois foram eleitos pelo voto popular. Os demais substituíram mandatários que renunciaram ou foram destituídos pelo Congresso peruano em meio a denúncias de corrupção.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast.
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