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ApexBrasil: recordes de exportação e investimentos não são por acaso
Em fórum União Europeia–Brasil, Laudemir André Müller atribuiu desempenho do país à estratégia de diálogo, negociação e cooperação internacional.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir André Müller, afirmou nesta terça-feira (23) que o bom desempenho do Brasil nas exportações e na atração de investimentos estrangeiros não é fruto do acaso, mas resultado de uma estratégia baseada no diálogo e na cooperação internacional.
A declaração foi feita durante o II Fórum de Investimentos União Europeia–Brasil, realizado na sede da ApexBrasil, em Brasília. O encontro teve como tema central o acordo Mercosul-União Europeia e reuniu representantes do governo brasileiro, do bloco europeu e lideranças empresariais.
Ao longo das discussões, a mensagem predominante foi de que a parceria entre os dois blocos pode se tornar um instrumento para fortalecer a competitividade, ampliar investimentos e investimentos industriais e tecnológicos.
Laudemir André Müller destacou que o fortalecimento da relação ocorre em um momento de transformações na economia global.
“Ao mesmo tempo em que há turbulências internacionais, vemos o Brasil bater recorde de exportações e de atração de investimentos”, afirmou.
Segundo ele, os resultados alcançados pelo país decorrem de uma decisão estratégica estratégica ao entendimento e à abertura internacional.
"Isso não se dá ao acaso. Não é por acaso que o Brasil tem esse desempenho. É por conta de uma decisão acertada, de um caminho que o Brasil trilha, talvez diferente de alguns outros países: o caminho do entendimento, da negociação e da abertura", disse Müller.
O dirigente ressaltou que os investimentos europeus acumulados no Brasil já se aproximam de meio trilhão de dólares, mas avaliou que o potencial de crescimento é muito maior. Segundo ele, os parceiros internacionais podem ampliar a presença no país em áreas como data centers, infraestrutura digital e minerais críticos.
O tema dos críticos minerais tem aparecido com frequência em discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do governo. Para Lula, o Brasil não deve repetir experiências históricas, como o ciclo do ouro, em que o país é principalmente exportador de matéria-prima.
“Podemos caminhar juntos em um tema que é altamente complementar, o de minerais críticos”, afirmou Müller.
A busca por uma integração mais produtiva também foi destacada pelo presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José Pio Borges.
Para ele, as mudanças econômicas e geopolíticas em curso impedirão mais a cooperação entre países e blocos. “O mundo atravessa um momento de profundas transformações econômicas e geopolíticas”, afirmou. Segundo Borges, “isso exige integração, não isolamento”.
Por Sputnik Brasil
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