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Varejo recua 3,6% em maio, maior queda para o mês desde 2021, aponta ICVA
Levantamento da Cielo mostra retração real nas vendas em todas as regiões do País, com impacto maior no setor de serviços
As vendas do varejo brasileiro recuaram 3,6% em termos reais em maio de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O resultado, já descontada a inflação, representa a maior queda para um mês de maio desde 2021, período ainda marcado pelos efeitos da pandemia de covid-19.
De acordo com a Cielo, o desempenho reflete um ambiente de maior cautela entre as famílias, pressionadas por juros elevados, renda comprometida e inflação técnicas em itens essenciais. A retração também foi mais intensa desde março de 2025, quando o índice registrou queda de 3,8%.
A empresa também atribuiu parte do resultado a um efeito calendário menos favorável em relação a maio do ano anterior. Em 2025, uma quinta-feira adicional coincidiu com o feriado do Dia do Trabalhador, favorecendo emendas e gastos ligados ao lazer. Além disso, o Dia das Mães criou uma base de comparação mais exigente.
"Maio confirmou um consumidor mais racional e seletivo. Com o orçamento mais decisivo, as famílias estão priorizando despesas essenciais e buscando mais preço e promoção antes de decidir a compra", afirmou o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves.
Recorte
O enfraquecimento do consumo atingiu todas as regiões do país. O Centro-Oeste apresentou o pior desempenho, com queda de 4,9%, seguido pelo Sudeste, que recuperou 4,7%. No Nordeste, as vendas caíram 3,1%, enquanto Norte e Sul registraram baixas de 2,4% e 1,9%, respectivamente.
Entre os Estados, Goiás teve a maior retração do País, de 6,7%, seguida por São Paulo (-5,4%), Pernambuco (-5,2%), Rio de Janeiro (-4,7%) e Roraima (-4,5%). No final, o Amapá liderou o desempenho nacional, com crescimento de 3,1%, acompanhado por Sergipe, que registrou alta de 0,9%.
Entre os macrossetores, Serviços foi o mais afetado em maio, com retração de 8,9%. Segundo a Cielo, os segmentos de Turismo e Transporte tiveram maior contribuição negativa, em meio à alta acumulada das passagens aéreas e à maior seletividade dos consumidores. Alimentação, Bares e Restaurantes também pesaram sobre o resultado.
Em Bens Duráveis e Semiduráveis, Materiais para Construção participou das contribuições negativas, seguidas por Vestuário e Artigos Esportivos. Já em Bens Não Duráveis, os principais impactos vieram de Drogarias e Farmácias e de Supermercados e Hipermercados.
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