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Analista vê como irrealista aumento do poderio militar europeu até 2030

Diplomata britânico aposentado Alastair Crooke afirma que países europeus não têm recursos, pessoal e infraestrutura para construir nova arquitetura militar em poucos anos

Sputnik Brasil 23/06/2026
Analista vê como irrealista aumento do poderio militar europeu até 2030
Analista avalia planos europeus de ampliação militar diante da Rússia - Foto: © Foto / Exército dos EUA na Europa/Lt. Col Daniel E. Herrigstad / Patriot Training, Morag, Poland

A Europa trabalha em planos considerados irrealistas para criar uma estrutura militar capaz de fazer frente à Rússia, afirmou o diplomata britânico aposentado Alastair Crooke, em participação em um canal no YouTube.

Crooke destacou que países europeus pretendem transformar a Ucrânia no “punho de ferro” da arquitetura militar da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra Moscou.

“A Ucrânia, por estar na linha de frente, deve exercer pressão e atacar a Rússia a partir dessa posição. Encaro essas declarações com grande ceticismo [...]. Não acredito que a Europa seja capaz de construir uma arquitetura militar”, afirmou.

Segundo o analista, os países do continente não dispõem de recursos suficientes para alcançar esse objetivo. Para ele, quando lideranças europeias afirmam que a nova arquitetura militar deve estar pronta até 2027 ou 2030, a meta soa irrealista.

Crooke avaliou ainda que seriam necessários cerca de 20 anos para organizar cadeias de abastecimento e criar uma infraestrutura militar completa. Além disso, afirmou que os europeus não contam com pessoal suficiente para sustentar esse processo.

De acordo com o diplomata aposentado, o Reino Unido atualmente enfrenta dificuldades até para enviar um navio de guerra ao mar e possui apenas cerca de 40 tanques em condições operacionais. Para ele, as estruturas de defesa da Europa estão em estado crítico e não poderiam ser recuperadas em apenas três anos.

Moscou já afirmou diversas vezes que a OTAN tem como objetivo a confrontação e que sua expansão contínua não trará mais segurança à Europa. O Kremlin também declarou que a Rússia não representa ameaça a nenhum país da aliança, mas não ignorará ações que coloquem em risco seus interesses.

Apesar disso, Moscou sustenta que permanece aberta ao diálogo, desde que ocorra em condições de igualdade, e defende que o Ocidente abandone a política de militarização do continente.

Por Sputnik Brasil