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Paquistão diz que acordo entre EUA e Irã pode sair em 24 horas; Teerã nega assinatura neste domingo
Chancelaria paquistanesa agradeceu a Washington e Teerã pelo compromisso nas negociações; Irã admite memorando nos próximos dias, mas descarta assinatura imediata
Os Estados Unidos e o Irã podem assinar, nas próximas 24 horas, um acordo de paz para encerrar meses de conflito, segundo informou neste sábado (13) o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shehbaz Sharif, em publicação na plataforma X.
O Paquistão tem atuado como mediador da crise entre Washington e Teerã. Na mensagem, o chanceler afirmou que as negociações avançaram e que o país se prepara para viabilizar a assinatura eletrônica do acordo.
“Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Com a finalização prevista para as próximas 24 horas, o Paquistão está se preparando para a assinatura eletrônica do acordo de paz, imediatamente seguida de conversas em nível técnico na próxima semana”, escreveu o ministro.
Sharif agradeceu aos Estados Unidos e ao Irã pelo compromisso demonstrado durante as tratativas, além de reconhecer o apoio de países da região do Golfo Pérsico ao papel de mediação exercido pelo Paquistão.
“Estamos confiantes de que este acordo de paz histórico formará uma base sólida para uma paz duradoura”, acrescentou.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã, porém, admitiu apenas a possibilidade de assinatura de um memorando nos próximos dias, descartando que isso ocorra “amanhã”, em referência ao domingo (14).
Na véspera, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o memorando de entendimento inclui disposições sobre transporte marítimo, reconstrução e desenvolvimento econômico do país, desbloqueio de ativos iranianos e um plano econômico para pagamento de indenizações ao Irã.
O acordo final deverá tratar da questão nuclear e do levantamento das sanções impostas ao país persa. No entanto, Teerã mantém a posição de que o urânio altamente enriquecido seja processado em seu próprio território, ponto que segue como uma das divergências centrais entre as partes.
A imprensa iraniana divulgou um plano de 14 pontos, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como falso. Entre os pontos atribuídos ao documento estavam a suspensão do bloqueio naval, a abertura do estreito de Ormuz, o levantamento das sanções e a renúncia do Irã ao seu programa de armas nucleares.
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