Geral

Ação conjunta dos EUA e Venezuela mata Niño Guerrero, chefe do Tren de Aragua, diz Trump

Operação no estado de Bolívar foi confirmada pelos dois governos; líder criminoso era procurado pelos Estados Unidos

Estadao Conteudo 13/06/2026
Ação conjunta dos EUA e Venezuela mata Niño Guerrero, chefe do Tren de Aragua, diz Trump
Trump - Foto: AP/Mark Schiefelbein

Uma ação conjunta realizada pelos Estados Unidos e pela Venezuela resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero” e apontado como líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua. A informação foi divulgada pelos governos dos dois países na sexta-feira, 12.

“Esta ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em publicação na rede social Truth, sugerindo que a operação ocorreu em território venezuelano.

Trump também publicou um vídeo que, segundo ele, mostra o momento do ataque.

Em nota oficial, o governo venezuelano confirmou participação na operação, conduzida no estado de Bolívar, e declarou que Guerrero foi “neutralizado” durante confrontos com integrantes de grupos criminosos.

Na publicação, Trump ainda criticou o ex-presidente Joe Biden. Segundo ele, Biden teria aberto a fronteira sul dos Estados Unidos para “milhões de criminosos ilegais”. “Antes de eu retornar ao cargo, ele permitiu que este exército estrangeiro estuprasse, mutilasse e assassinasse cidadãos americanos com total impunidade”, afirmou.

Agradecimento

O general do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Francis L. Donovan, agradeceu às forças de segurança venezuelanas pelo apoio à operação conjunta que resultou na morte de “Niño Guerrero”.

Em postagem no X, na conta do Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom, na sigla em inglês), Donovan classificou como bem-sucedida a operação conjunta contra um complexo atribuído ao Tren de Aragua.

“Niño Guerrero era um fugitivo procurado, acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de ordenar, dirigir e facilitar atos de terrorismo e violência nos Estados Unidos”, declarou.