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Lula reclama de lentidão em projetos e pede cobrança de movimentos sociais

Presidente afirmou que programas precisam sair do papel com mais rapidez e defendeu fiscalização da população sobre ações do governo federal

Estadao Conteudo 12/06/2026
Lula reclama de lentidão em projetos e pede cobrança de movimentos sociais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reclamou, nesta sexta-feira (12), da lentidão na implementação de políticas públicas do governo federal. A declaração foi feita ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, durante o anúncio da seleção do programa Minha Casa, Minha Vida nas modalidades Rural e Entidades, no Palácio do Planalto.

“Nós aprovamos esses dias R$ 30 bilhões para reforma de casas. Sabe o que acontece? Desde novembro, nós ainda não gastamos nem R$ 1 bilhão. Ou seja, que dificuldade está tendo? Vocês têm o dinheiro, têm a decisão, têm a vontade e as coisas não acontecem”, afirmou Lula.

Durante o evento, o governo anunciou a seleção de 85 mil unidades habitacionais, sendo 35 mil na modalidade Entidades e 50 mil no Minha Casa, Minha Vida Rural. O investimento previsto soma R$ 10 bilhões, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social.

Lula disse que determinou à Advocacia-Geral da União (AGU) a identificação de “todas as dificuldades” que travam a execução de projetos, com o objetivo de elaborar uma legislação capaz de solucionar os entraves.

O presidente também pediu que a população e os movimentos sociais continuem cobrando o governo federal quando os programas não forem executados corretamente.

“Eu só quero que vocês saibam que não basta a gente avisar as coisas aqui. É preciso a gente avisar e vocês não pararem de fiscalizar e denunciar se as coisas não acontecerem. (...) Vocês são o farol que vai fazer com que esse governo cumpra cada palavra que ele prometeu durante todo o seu mandato”, declarou Lula.

Durante a cerimônia, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, brincou que, se o presidente da Caixa, Carlos Vieira, facilitar os processos para os movimentos sociais no banco público, será conhecido como “banqueiro vermelho”.

“O Carlos cumprindo tudo isso, eu tenho certeza que os movimentos sociais vão dar para ele o título de ‘banqueiro vermelho’ desse País”, afirmou Boulos, em tom bem-humorado.