Geral
Paquistão propõe alta de 18% nos gastos de defesa em novo orçamento
Plano apresentado pelo ministro Muhammad Aurangzeb reduz verbas de desenvolvimento e prevê alívios fiscais modestos para trabalhadores assalariados
O ministro das Finanças do Paquistão, Muhammad Aurangzeb, apresentou nesta sexta-feira (12) ao Parlamento a proposta de orçamento do governo, que prevê aumento de 18% nos gastos com defesa. O texto também reduz o financiamento para programas de desenvolvimento e oferece alívios fiscais modestos a trabalhadores assalariados.
A proposta evidencia os desafios enfrentados pelo governo do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, em meio ao crescimento econômico lento, ao alto custo de vida e às incertezas provocadas por tensões regionais e pela guerra no Oriente Médio.
O Paquistão tem atuado como mediador importante nas tentativas de levar Irã e Estados Unidos à mesa de negociações para buscar uma solução para o conflito em andamento. As tratativas, no entanto, estão paralisadas, embora um cessar-fogo frágil permaneça em vigor.
O país também enfrenta um conflito com o vizinho Afeganistão. Islamabad acusa Cabul de abrigar militantes paquistaneses que combatem o governo paquistanês — acusação negada pelas autoridades afegãs. Centenas de pessoas morreram desde que os confrontos foram retomados em fevereiro.
Ao apresentar o orçamento aos legisladores, Aurangzeb afirmou que o gasto total previsto chegará a 18,77 trilhões de rúpias, o equivalente a US$ 67,49 bilhões, em leve alta em relação ao ano anterior.
O ano fiscal de 2026-2027 no Paquistão começa em 1º de julho. A proposta orçamentária deve ser votada pelos parlamentares ainda este mês.
Segundo Aurangzeb, o governo trabalha com a meta de crescimento econômico de 4% e inflação de 8,2% para o próximo ano. As pressões sobre os preços, porém, continuam sendo uma grande preocupação para as famílias, já afetadas por anos de aumento no custo de vida.
O orçamento segue de perto as condições do programa de US$ 7 bilhões em andamento entre o Paquistão e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O organismo tem cobrado aumento de receitas, ampliação da base tributária e reformas estruturais para reduzir déficits fiscais crônicos.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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