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EUA veem avanço em possível acordo com o Irã, mas ainda sem confiança total
Segundo alto funcionário do governo Trump, entendimento pode incluir reabertura do Estreito de Ormuz, inspeções nucleares e alívio econômico condicionado ao cumprimento das medidas.
Os Estados Unidos e o Irã podem assinar, nos próximos dias, um acordo que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e a adoção de medidas para desmantelar o programa nuclear iraniano. A informação foi repassada nesta sexta-feira, 12, por um alto funcionário do governo Trump à CNBC.
O integrante do governo, que falou com jornalistas sob condição de anonimato, ponderou, no entanto, que Washington ainda não está “100%” confiante na assinatura do acordo. “Talvez eu tivesse dito 75% esta manhã. Provavelmente é algo entre 80% e 85% agora”, afirmou. “Mas não é 100%.”
Segundo a fonte, o sistema político do Irã é “muito complicado” e há divisões internas no regime. O memorando de entendimento, na forma atual, também buscaria “garantir uma paz de longo prazo na região” e impor “um regime de inspeção” à República Islâmica.
Caso o Irã cumpra os termos pactuados, poderá receber um alívio econômico significativo, incluindo a flexibilização de sanções de longo prazo e o descongelamento de ativos, disse o funcionário. Ele ressaltou, porém, que os benefícios “só se acumulam se eles realmente cumprirem” o acordo. As partes ainda não definiram onde o documento seria assinado.
Mais cedo, por meio do Telegram, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) classificou como “estúpida” a declaração de Donald Trump à Axios de que um acordo poderia ser assinado no fim de semana ou na segunda-feira, 15.
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