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Ouro sobe 3% com otimismo sobre acordo no Oriente Médio, mas recua na semana

Avanço nas negociações entre EUA e Irã pressionou dólar e petróleo; juros dos Treasuries ainda limitam ganhos dos metais preciosos

Estadao Conteudo 12/06/2026
Ouro sobe 3% com otimismo sobre acordo no Oriente Médio, mas recua na semana
Barra de ouro - Foto: © Foto / Domínio público / Michael Sutton

O ouro encerrou em alta nesta sexta-feira (12), em meio às expectativas de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O cenário pressionou o dólar e reduziu as apostas de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed). Apesar da recuperação no dia, o metal acumulou perdas na semana.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para agosto fechou em alta de 3%, a US$ 4.238,80 por onça-troy, mas registrou queda de 2,9% no acumulado semanal. A prata para julho avançou 6,20%, a US$ 67,97 por onça-troy, com recuo de 1,6% na semana.

O ouro operou em alta desde as primeiras horas do dia, ajustando os ganhos conforme novas informações sobre as negociações no Oriente Médio circulavam pelo mercado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de mentir sobre o memorando de negociações. Poucas horas depois, no entanto, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu o fim das especulações e afirmou que as partes nunca estiveram tão próximas de um tratado. O comentário foi posteriormente compartilhado por Trump em suas redes sociais.

Embora persistam divergências entre os dois lados, o noticiário indica avanço nas tratativas. O mercado também acompanha a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz, fator que enfraqueceu os preços do petróleo e o dólar. O Deutsche Bank aponta que investidores reduziram as expectativas de aumentos rápidos nas taxas de juros pelo Fed ainda em 2026. Antes, segundo a instituição, uma alta em dezembro era considerada certa.

Apesar disso, o TD Securities avalia que os metais preciosos seguem pressionados e com ganhos limitados pelo nível ainda elevado dos juros dos Treasuries. “A estrutura frágil do acordo e os preços elevados da energia sugerem que os metais preciosos ainda não estão totalmente fora de perigo”, alerta o banco canadense. Para a instituição, uma queda do ouro abaixo do nível-chave de US$ 4 mil pode ser evitada caso as negociações sejam suficientes para manter os preços do petróleo em baixa.

*Com informações da Dow Jones Newswires