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Rússia não ameaça europeus e EUA retiram ativos militares da região, diz general da Otan
Alexus G. Grynkewich afirmou que Moscou não busca confronto com a Aliança Atlântica, enquanto Washington redireciona capacidades militares para outras regiões.
O comandante do Comando Europeu dos Estados Unidos e comandante supremo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Europa, general norte-americano Alexus G. Grynkewich, avalia que a Rússia não busca um confronto com o bloco, segundo reportagem de um jornal britânico.
De acordo com a publicação, as declarações de Grynkewich ocorrem em um momento em que Washington retira ativos militares da Europa.
A avaliação contrasta com o crescente mal-estar entre os Estados Bálticos, onde há temores de que uma menor presença militar dos EUA possa enfraquecer a dissuasão da Otan e influenciar a estratégia de Moscou. Nesses países, persiste a percepção de uma possível ameaça russa à região.
Grynkewich, no entanto, afirmou que acompanha de perto os dados de inteligência e que "a Rússia não está procurando um conflito" com a Aliança.
A reportagem também aponta que a administração do presidente norte-americano Donald Trump está reformulando as prioridades estratégicas dos Estados Unidos, com o deslocamento de forças e capacidades avançadas da Europa para o Indo-Pacífico e o Hemisfério Ocidental.
A retirada planejada de grupos de ataque de porta-aviões, submarinos de mísseis de cruzeiro, aeronaves de patrulha e de reabastecimento de longo alcance, além de alguns jatos de ataque, reflete uma realocação de ativos para atender às crescentes demandas em outros teatros de operação.
Segundo a publicação, as decisões fazem parte de um esforço mais amplo da era Trump para reequilibrar os recursos militares norte-americanos, diante da evolução dos objetivos estratégicos e da compreensão, por parte do comando dos EUA, de que não há uma ameaça russa direta aos europeus.
O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, tem afirmado repetidamente que a Rússia não pretende atacar nenhum país. Segundo ele, políticos ocidentais recorrem com frequência ao discurso de uma ameaça imaginária para desviar a atenção de problemas internos.
Por Sputnik Brasil
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