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Polícia Científica conclui laudo sobre explosão de gás no Jaguaré
Perícia analisou tubulações, solo e amostras de gás; definição de responsabilidades caberá ao inquérito policial
A Polícia Científica concluiu o laudo técnico sobre a explosão na rede de gás no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, ocorrida em 11 de maio e que provocou a morte de duas pessoas.
De acordo com o governo estadual, as equipes mapearam a área atingida, examinaram tubulações e o solo, além de itens pertencentes a moradores e trabalhadores afetados pela ocorrência.
“O trabalho pericial foi realizado por uma força-tarefa multidisciplinar de peritos criminais, com atuação no local para coleta, preservação, documentação e análise de vestígios materiais”, informou o governo.
O laudo técnico incluiu a análise de amostras de gás subterrâneo, exames geofísicos de eletrorresistividade e sísmica rasa. Também fizeram parte do documento os exames necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal.
“A definição sobre eventuais responsabilidades caberá ao inquérito policial — a partir do conjunto de elementos apurados —, conduzido pela 3ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas da Polícia Civil na capital”, complementou o governo estadual.
A explosão afetou cerca de 800 moradias, sendo 302 casas e 488 apartamentos em condomínios. Ao todo, 66 imóveis ficaram completamente destruídos. Duas pessoas morreram, uma delas um trabalhador terceirizado a serviço da Sabesp, companhia que realizava uma obra no local.
As concessionárias Sabesp e Comgás pagaram auxílio às famílias que tiveram os imóveis afetados e reformaram 45 residências com danos mais significativos, das quais 39 já foram entregues.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) alterou parte dos protocolos para obras em subsolo em áreas com compartilhamento de infraestrutura e criou um grupo técnico permanente voltado à prevenção de acidentes.
Relembre o caso
A explosão na Rua Doutor Benedito de Moraes Leme, no bairro do Jaguaré, ocorreu por volta das 16h10 do dia 11 de maio. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realizava uma obra no local.
Segundo informações da Defesa Civil, a explosão pode ter sido causada por um problema na tubulação de gás natural encanado da Comgás, atingida durante uma obra externa da Sabesp.
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