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OceanPact fecha contrato de R$ 443,7 milhões com a Petrobras para descomissionar a P-18

Serviços no campo de Marlim incluem desconexão e recolhimento de linhas flexíveis, inspeções submarinas e intervenções com uso de MPSV e ROVs.

Estadao Conteudo 11/06/2026
OceanPact fecha contrato de R$ 443,7 milhões com a Petrobras para descomissionar a P-18
Foto: © Petrobras / ABr

A OceanPact assinou contrato de R$ 443,7 milhões com a Petrobras para a execução de serviços especializados de pull-out, termo técnico para desconexão, e recolhimento de linhas flexíveis voltados ao descomissionamento de Unidades Estacionárias de Produção (UEPs).

O projeto terá como foco os risers, dutos conectores da plataforma P-18, instalada no campo de Marlim, na bacia de Campos.

Pelo acordo, a empresa será responsável por operações de pull-out e pelo recolhimento de linhas flexíveis e umbilicais. O escopo prevê inspeções submarinas, cortes, desconexões e intervenções consideradas complexas.

As atividades contarão com embarcação do tipo MPSV (Multipurpose Support Vessel), ROVs — veículos submarinos operados remotamente —, guindaste de grande capacidade e equipamentos destinados ao recolhimento, manuseio, armazenamento e intervenção subsea.

A execução do contrato envolverá diferentes unidades de negócio da OceanPact. A área de Engenharia Submarina ficará encarregada dos estudos técnicos e do planejamento operacional.

A unidade de Subsea e Descomissionamento conduzirá a operação dos ROVs, das ferramentas, das inspeções e da planta de recolhimento das linhas. Já a divisão de Navegação atuará com as embarcações dedicadas ao projeto.

A EnvironPact, por sua vez, responderá pelos estudos ambientais, pela gestão de riscos e pelas diretrizes de SMS — Segurança, Meio Ambiente e Saúde — previstas para a operação.

Segundo o diretor comercial, de marketing e responsável pela área de descomissionamento da OceanPact, Erik Cunha, a companhia aposta em um modelo integrado para ampliar a eficiência e reforçar a segurança em todas as etapas.

“Nosso modelo operacional baseado na integração resulta em eficiência e maior segurança em todas as fases do projeto, da concepção à destinação final, incluindo iniciativas voltadas ao desmantelamento, reciclagem e economia circular, quando aplicável”, afirmou Cunha em nota.

Em setembro, a OceanPact já havia fechado um acordo de mais de R$ 1 bilhão com a Trident Energy para descomissionamento no modelo EPRD — Engenharia, Preparação, Recolhimento e Destinação Final —, também na bacia de Campos, além de revitalização de estrutura subsea.