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Daniel Vorcaro acredita que não cometeu ilegalidades à frente do Banco Master, diz mídia

Segundo interlocutores ouvidos por coluna da Folha, a postura do banqueiro dificulta uma eventual delação premiada com a PF e a PGR

Sputnik Brasil 11/06/2026
Daniel Vorcaro acredita que não cometeu ilegalidades à frente do Banco Master, diz mídia
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é alvo de investigação da PF e da PGR - Foto: © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ainda não compreendeu o que teria feito de errado para estar preso, segundo interlocutores próximos ao empresário. Essa percepção é apontada como um dos principais fatores que dificultam a construção de uma eventual delação premiada junto à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com informações publicadas pela jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, pessoas próximas a Vorcaro afirmam que o banqueiro continua sustentando que atuou dentro das regras do jogo, tanto no campo financeiro quanto no político. Para o dono do Master, adversários empresariais teriam “trabalhado por sua desgraça”.

Esse distanciamento da realidade, segundo interlocutores, é uma das razões pelas quais as informações repassadas à PF e à PGR são consideradas pobres, seletivas e insuficientes para viabilizar a assinatura de um acordo de colaboração com a Justiça.

Conforme relato de um dos interlocutores, Vorcaro acreditava que, ao contratar o escritório de Viviane de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, poderia intimidar parte de seus adversários.

“Ele acreditava que o Alexandre de Moraes era a pessoa mais poderosa do país e que era bom tê-lo por perto. A mera proximidade amedrontaria e neutralizaria seus adversários no mundo financeiro, sem que o ministro precisasse fazer nada de concreto em seu favor.”

Outras ações atribuídas a Vorcaro, como pagar viagens e despesas do senador Ciro Nogueira (PP-PI), financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro ou comprar casas para o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, não seriam vistas pelo empresário como atitudes imorais ou ilegais.

Por Sputnik Brasil