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Rio recebe 50 profissionais do Projeto Mais Médicos Especialistas

Ação integra programa federal que busca reduzir filas por consultas, exames e cirurgias especializadas no SUS

Agência Brasil 10/06/2026
Rio recebe 50 profissionais do Projeto Mais Médicos Especialistas
Profissionais vão reforçar atendimento especializado na rede pública de saúde do Rio

O estado do Rio de Janeiro recebeu, nesta quarta-feira (10), 50 profissionais do Projeto Mais Médicos Especialistas. A iniciativa integra o Programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera da população por consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Com os 18 médicos que começaram a atuar no ano passado, o estado passa a contar com 68 profissionais oriundos do Mais Médicos Especialistas. Eles serão distribuídos por municípios fluminenses para reforçar a assistência especializada e ampliar a capacidade de atendimento da rede pública de saúde.

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A coordenadora-geral de Formação e Inovação para o Provimento Profissional do Ministério da Saúde, Thais Maranhão, explica que o programa busca aprimorar médicos que já são especialistas, permitindo que atualizem conhecimentos e desenvolvam novas habilidades. O profissional realiza 16 horas de atendimento à população pelo SUS e dedica quatro horas à formação em sua área.

“Em primeiro lugar, os gestores veem onde estão os gargalos e as filas, e nos apontam os serviços de que mais necessitam. A gente faz um edital de chamamento público para os médicos. Eles participam de um processo de seleção em que dizem para onde querem ir. Há um deslocamento de médicos entre estados”, disse Thais.

No Brasil, o Projeto Mais Médicos Especialistas conta com 1.501 profissionais, e a expectativa é chegar a 2 mil médicos até o fim do ano.

O secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião, afirmou que o Rio de Janeiro ainda enfrenta sequelas da pandemia de covid-19, especialmente em razão das cirurgias que deixaram de ser realizadas em 2020 e 2021 devido à ocupação dos hospitais naquele período.

“As filas e o tempo de espera aumentaram. Essa proposta visa reduzir o tempo de espera, principalmente na alta complexidade. Especialistas em áreas cruciais, como oncologia, cirurgia cardiovascular e radioterapia, puderam se apresentar. Hospital Universitário Pedro Ernesto, Hospital Universitário da UFRJ, da UFF e da UniRio têm a possibilidade de ajudar bastante. O gargalo maior é na cidade do Rio e na região metropolitana”, disse o secretário.

A ginecologista Lorena Rodrigues Nascimento, de 30 anos, natural de Juiz de Fora, optou por atuar em Maricá, no Rio de Janeiro, por considerar a cidade mais pacata e bonita. Ela começou a trabalhar em abril em um centro de diagnóstico de atenção secundária, onde realiza o exame de colposcopia, procedimento que analisa o colo do útero, a vagina e a vulva com o auxílio de um aparelho com lente de aumento, geralmente indicado após o exame preventivo.

“Eu tive uma experiência muito marcante com um familiar no SUS. Depois desse dia, decidi que queria trabalhar no SUS novamente e me sinto muito grata. É uma oportunidade de devolver um pouco da minha formação ao SUS”, afirmou a médica.