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Lula diz que Brasil não aceitará novas taxações dos EUA por respeito aos trabalhadores
Presidente afirmou que governo quer comparar direitos e salários de trabalhadores americanos e brasileiros antes de responder às medidas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (10) que o Brasil não aceitará as novas taxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo ele, a posição do governo se dá “por dignidade” e em respeito aos trabalhadores do país.
A declaração foi feita durante a abertura da 7ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (CDESS) , conhecido como Conselhão, no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Lula disse que pretende receber, com urgência, um estudo sobre os salários e os direitos dos trabalhadores norte-americanos para comparar com a realidade brasileira. A intenção, segundo o presidente, é contestar as alegações dos Estados Unidos de supostas práticas comerciais desleais e de facilitação de produtos de comercialização feitos com trabalho forçado.
“É preciso que vocês me apresentem um estudo urgente sobre quanto ganha um trabalhador americano, porque essa última imputação de impostos que eles colocaram para nós, nós não temos direito de aceitar por dignidade e respeito pelo que fazemos aqui pelos trabalhadores brasileiros”, afirmou.
O presidente também disse querer informações sobre os direitos trabalhistas nos Estados Unidos e criticou a tentativa de sanções vinculativas ao Brasil em questões ambientais. Para Lula, os norte-americanos têm um histórico de desmatamento maior que o brasileiro.
"Quero saber quais são os direitos que os trabalhadores americanos têm para ver um tal de diretor financeiro importa multa por conta do desmatamento. Será que eles não perceberão que eles já estão carecas?", declarou.
Criado no primeiro mandato de Lula, o Conselho reúne representantes da sociedade civil e tem como objetivo debater políticas públicas e diretrizes do governo federal.
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