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PM publica decreto que oficializa aposentadoria de tenente-coronel acusado de matar a esposa em SP

Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio da soldado Gisele Alves Santana; Ministério Público pediu esclarecimentos sobre a transferência para a reserva remunerada

Estadao Conteudo 10/06/2026
PM publica decreto que oficializa aposentadoria de tenente-coronel acusado de matar a esposa em SP
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Militar de São Paulo publicou nesta quarta-feira, 10, o decreto que confirma a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu acusado de feminicídio contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

Assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, o ato transferido Rosa Neto para a reserva da corporação. A publicação foi feita no Diário Oficial do Estado.

A transferência do oficial para a reserva ocorreu a pedido dele e havia sido publicado em 2 de abril, também no Diário Oficial. Segundo a portaria, Geraldo Neto passará a receber aposentadoria com comprovados integrais.

Em abril, o secretário executivo da Segurança Pública de São Paulo, coronel da Polícia Militar Henuel Ricardo Pereira, afirmou que o tenente-coronel deixou de receber o salário da corporação após ser preso preventivamente, em 18 de março.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicita esclarecimentos à Secretaria de Segurança Pública (SSP) e à Polícia Militar (PM) sobre a aposentadoria do tenente-coronel.

O promotor responsável pelo caso determinou que a SSP e a PM prestem informações sobre a transferência do oficial para a reserva remunerada, com envio de cópia de documentos e esclarecimentos sobre a situação funcional e previdenciária de Rosa Neto.

Morte de Gisele Alves Santana

Geraldo Neto é apontado como o principal suspeito de matar o soldado da PM Gisele Alves Santana com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso ocorreu em 18 de fevereiro.

O oficial foi preso um mês depois, em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Ele também foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio e fraude processual.

Atualmente, o réu está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.

O tenente-coronel nega o crime e sustenta que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que ele queria a separação. A versão, no entanto, é contestada pelos investigadores.