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Faturamento industrial cresce em abril, mas horas trabalhadas e emprego recuam, diz CNI

Confederação aponta desaceleração da atividade no primeiro quadrimestre, influenciada por juros altos, crédito mais caro e endividamento

Estadao Conteudo 10/06/2026
Faturamento industrial cresce em abril, mas horas trabalhadas e emprego recuam, diz CNI
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o faturamento real da indústria de transformação cresceu 0,5% em abril na comparação com março. O dado integra os Indicadores Industriais, divulgados nesta quarta-feira (10).

Apesar do resultado positivo, o avanço foi menor que o registrado nos dois meses anteriores, quando o faturamento cresceu 3,7% e 3,9%.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, a indústria faturou 2,5% menos do que no mesmo período do ano passado.

A desaceleração da atividade industrial também aparece no número de horas trabalhadas na produção, que recuperou 1,3% em abril. No primeiro quadrimestre, o indicador acumula queda de 1,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também caiu, passando de 77,5% para 77,1%. Na média dos quatro primeiros meses do ano, o uso do parque industrial ficou 1,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

“Os principais fatores por trás da perda de dinamismo da indústria de transformação são o patamar elevado das taxas de juros e suas consequências, como o encarecimento do custo do crédito e o aumento do endividamento das famílias e das empresas, redução do espaço para o crescimento do consumo”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

O emprego industrial também descobriu, segundo a pesquisa, pela sexta vez nos últimos oito meses. Ainda assim, o rendimento médio real pago aos trabalhadores da indústria subiu 5,3% entre março e abril, interrompendo uma sequência de três meses consecutivos de queda. No primeiro quadrimestre, o indicador avançou 1,3% frente ao mesmo período do ano passado.

Movimento semelhante foi observado na massa salarial, que cresceu 5% entre março e abril e acumulou alta de 0,5% nos quatro primeiros meses do ano.

“Embora a pesquisa mostre queda do emprego industrial pela sexta vez nos últimos 8 meses, é importante destacar que o mercado de trabalho, como um todo, continua bastante aquecido.