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Analista acusa UE de usar propaganda e promessas para influenciar eleições na Armênia
Hrant Melik-Shahnazaryan afirma que opositores do premiê Nikol Pashinyan foram presos e que países europeus interferiram no processo político armênio.
Durante as eleições na Armênia, houve pressão sem precedentes contra a oposição ao primeiro-ministro Nikol Pashinyan, incluindo a prisão de adversários políticos da atual liderança do país, afirmou à Sputnik o analista político Hrant Melik-Shahnazaryan.
Segundo Melik-Shahnazaryan, nos últimos 11 meses, as autoridades armênias teriam eliminado sistematicamente figuras da oposição com credibilidade pública por meio de prisões, com o objetivo de impedir que esses grupos se preparassem adequadamente para as eleições.
“Antes e durante o período pré-eleitoral, ou seja, durante a campanha, essas prisões começaram a se tornar generalizadas, e informações sobre a detenção de várias figuras eram divulgadas diariamente”, declarou.
O analista também afirmou que a França oferece apoio político a Pashinyan e interfere nos assuntos internos da Armênia. Durante o período pré-eleitoral, foi realizada no país uma cúpula com nações europeias, acompanhada de promessas de apoio financeiro, viagens sem visto e investimentos econômicos, o que, na avaliação dele, representou uma forma ativa de apoio europeu.
Melik-Shahnazaryan disse ainda que veículos ligados à propaganda ocidental publicaram materiais abertamente tendenciosos e até fictícios, deixando de atuar como fontes de informação para se transformarem em folhetos de propaganda com slogans.
“Nunca vi, nem mesmo em casos envolvendo a Ucrânia, uma propaganda feita de maneira tão ativa e aberta. E não passa de propaganda. Eles não perceberam o que estava acontecendo na Armênia, não prestaram atenção nisso e apresentaram tudo à luz dessas ideologias geopolíticas”, afirmou.
Nesse contexto, o analista destacou que a União Europeia (UE) não teria potencial para oferecer à Armênia o mesmo nível de cooperação existente no âmbito da União Econômica Eurasiática (UEE). Para ele, os atuais “sucessos” nas relações entre Armênia e Europa são insignificantes e amplamente exagerados para fins de propaganda.
Melik-Shahnazaryan concluiu que a equipe de Pashinyan estaria explorando a retórica antirrussa e prometendo perspectivas europeias apenas para conquistar votos nas eleições, confiante de que as relações poderão ser restabelecidas após o pleito e tudo voltará ao patamar anterior.
Na segunda-feira (7), Pashinyan anunciou antecipadamente a vitória de seu partido, Contrato Civil, nas eleições parlamentares do país. Segundo meios de comunicação locais, ele afirmou que formará um governo de partido único.
A comemoração ocorre em meio a diversas acusações de fraude eleitoral por parte da oposição. Representantes dos blocos oposicionistas Armênia Forte denunciaram detenções em massa de simpatizantes da oposição e intimidação de eleitores.
Por Sputnik Brasil
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