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Dólar vira e passa a cair após CPI dos EUA, apesar de tensão entre EUA e Irã
Moeda americana recuou ante o real após dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos virem em linha com as expectativas do mercado.
O dólar passou a cair no exterior e também diante do real, no mercado à vista, na manhã desta quarta-feira (10), após a divulgação dos dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI).
O CPI cheio norte-americano subiu 0,5% em maio na comparação com abril, resultado em linha com o esperado pelo mercado e abaixo da alta de 0,6% registrada no mês anterior. Em 12 meses, o índice acelerou para 4,2%, ante 3,8% em abril, também conforme as projeções.
Já o núcleo do CPI dos EUA avançou 0,2% em maio ante abril, abaixo da expectativa de 0,3%. Em 12 meses, a alta foi de 2,9%, em linha com o previsto. Em abril, os avanços haviam sido de 0,4% no mês e de 2,8% no acumulado anual.
Por volta das 9h45, o dólar à vista registrava mínima de R$ 5,1641, em queda de 0,26%, após ter atingido máxima de R$ 5,1976, alta de 0,39%, logo depois da abertura.
Antes da divulgação do CPI americano, a moeda dos EUA operava em alta, acompanhando a valorização global do dólar, o avanço dos rendimentos dos Treasuries e a alta do petróleo, em meio à nova escalada da guerra no Oriente Médio.
Os preços da commodity ainda seguiam em alta, após ganharem impulso mais cedo, chegando a subir mais de 2%. O movimento ocorreu depois de relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria dito estar perto de ordenar novos ataques contra usinas elétricas e pontes no Irã.
A piora do apetite por risco pressiona os índices acionários em Nova York e na Europa e também contamina negativamente o Ibovespa futuro. No mercado doméstico, investidores avaliam ainda os resultados da pesquisa Genial/Quaest.
A sondagem eleitoral mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial, liderando o segundo turno por 44% a 38%.
O levantamento também aponta aumento do impacto do caso Master sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro. O percentual dos entrevistados que veem maior desgaste para a família Bolsonaro subiu de 9% para 16% entre maio e junho, após a divulgação do pedido de recursos feito por Flávio a Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse". Para 65% dos eleitores, o senador errou.
Em relação ao novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, 55% avaliam que a medida vai prejudicar sua vida. Já sobre o Desenrola 2.0, 70% afirmam que a proposta é uma boa ideia e ajuda ao menos em parte.
Na agenda econômica doméstica, a produção industrial avançou em 10 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em abril, na comparação com março. Os destaques positivos foram Bahia, com alta de 3,0%, Ceará, com avanço de 2,3%, e Minas Gerais, com crescimento de 2,1%.
Por outro lado, houve queda na produção industrial em Mato Grosso, com recuo de 5,2%, Pará, com baixa de 5,0%, e Pernambuco, com retração de 3,6%. No Brasil, a indústria cresceu 0,7% no período.
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