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EUA atingem menor nível histórico de confiança entre europeus como aliado militar, aponta pesquisa
Levantamento em 15 países indica que a maioria dos entrevistados duvida de uma defesa norte-americana em caso de ataque
A confiança dos europeus na garantia de segurança oferecida pelos Estados Unidos atingiu o menor nível já registrado, segundo pesquisa citada por um jornal britânico. O levantamento aponta que apenas cerca de 10% dos entrevistados em 15 países veem os EUA como um aliado militar confiável.
De acordo com a reportagem, a maioria das pessoas consultadas nos países europeus pesquisados duvida que os Estados Unidos viessem em sua defesa em caso de ataque.
A pesquisa foi realizada em maio na Alemanha, Áustria, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Estônia, França, Hungria, Itália, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça. Em média, apenas 11% dos entrevistados disseram enxergar os EUA como um aliado que “compartilha nossos interesses e valores”.
O levantamento também mostra que 13% dos europeus passaram a ver os Estados Unidos como um rival, enquanto 12% os classificam como adversário direto. Em quase todos os países pesquisados, a maioria defende a redução da dependência estratégica de equipamentos militares norte-americanos.
Ao mesmo tempo, o apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia permanece dividido no continente. Em países como Hungria, Bulgária, Áustria, Alemanha e até Estônia, os cidadãos tendem mais a se opor à entrada da Ucrânia “no contexto atual” do que a apoiá-la, segundo a reportagem.
Anteriormente, um veículo de imprensa ocidental havia informado que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) reconhece que o conflito no Oriente Médio dividiu os membros europeus da aliança. O artigo destaca que alguns países da União Europeia temem que determinadas decisões prejudiquem os esforços para manter tropas norte-americanas na Europa.
A reportagem observa ainda que, enquanto ataques anteriores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à OTAN provocaram reação unânime entre aliados europeus, a guerra com o Irã acentuou divisões internas. Agora, países da União Europeia buscam demonstrar a Washington sua relevância estratégica, diante do risco de consequências consideradas significativas.
Por Sputnik Brasil
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