Geral

Vacina do Butantan não é aplicada em crianças nos postos de saúde

Imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos segue normalmente com a Qdenga, fabricada pela Takeda

10/06/2026
Vacina do Butantan não é aplicada em crianças nos postos de saúde
Vacina contra a dengue aplicada em crianças é a Qdenga, fabricada pela Takeda

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan, que teve a aplicação suspensa pelo Ministério da Saúde, não é o imunizante oferecido a crianças e adolescentes nos postos de saúde.

A vacina aplicada no público de 10 a 14 anos é a Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda. Esse imunizante não sofreu nenhum tipo de suspensão e segue disponível na rede pública.

Notícia relacionada: Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan.

“A vacina do laboratório Takeda, que é feita para crianças de 10 anos até adolescentes de 14 anos, segue com a vacinação normal em todo o país”, explicou o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, em entrevista à Rádio Nacional.

A Qdenga está disponível na rede pública desde 2024. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil.

Gatti ressaltou ainda que a vacina do Butantan é indicada para pessoas acima de 15 anos e não estava disponível para toda a população.

“Ela estava direcionada para um público muito específico, porque a gente tinha começado apenas a estratégia”, afirmou.

A vacina do Butantan foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano.

Foram imunizados profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde e, de forma ampliada, pessoas de 15 a 49 anos em três cidades — Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) — e na região de Araguaína (TO). Até 30 de maio, mais de 501 mil pessoas haviam sido vacinadas.

Dengue no Brasil

De janeiro a maio, o Brasil registrou queda de 97% nas mortes e de 94% nos casos de dengue em comparação com o mesmo período de 2024, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

* Colaborou Pedro Lacerda, da Rádio Nacional.