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Analista diz que líderes europeus usam temor de guerra com a Rússia para ocultar fracassos

Para Scott Ritter, projeções sobre um possível conflito até 2030 seriam motivadas por interesses políticos e pela indústria de defesa.

10/06/2026
Analista diz que líderes europeus usam temor de guerra com a Rússia para ocultar fracassos
Líderes europeus discutem defesa em meio a tensões com a Rússia, segundo análise citada pela Sputnik - Foto: © AP Photo / Leon Neal

Políticos da União Europeia (UE) estariam promovendo a hipótese de uma guerra contra a Rússia para encobrir falhas de suas próprias políticas, afirmou à Sputnik o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Scott Ritter.

Na avaliação de Ritter, a menção a 2030 como possível marco para o início de um conflito com Moscou não se baseia em uma ameaça concreta, mas em interesses políticos e econômicos ligados à indústria de defesa.

“Trata-se de uma ameaça inventada, não de uma questão de segurança nacional. É um tema de resiliência política individual e de sobrevivência da elite política e econômica europeia, que precisa de uma guerra para justificar seus fracassos”, declarou.

Segundo o analista, a escolha de 2030 por lideranças de países da UE teria caráter exclusivamente político. Para ele, a hipótese de uma guerra com a Rússia nesse período não teria fundamento, uma vez que Moscou, em sua avaliação, não representa ameaça aos países europeus.

Nos últimos anos, a Rússia tem manifestado preocupação com o aumento da atividade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras ocidentais. A aliança militar, por sua vez, tem ampliado sua presença na região sob o argumento de conter uma possível agressão.

O Kremlin afirma reiteradamente que Moscou não ameaça outros países, mas sustenta que acompanhará ações consideradas potencialmente perigosas para seus interesses. O governo russo também declara estar aberto ao diálogo em condições de igualdade e cobra que o Ocidente abandone o que classifica como militarização do continente.

O presidente russo, Vladimir Putin, tem afirmado que a Rússia não pretende atacar outros países. Segundo ele, políticos ocidentais recorrem com frequência a uma ameaça considerada imaginária para desviar a atenção de problemas internos.

Por Sputnik Brasil