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Mídia: Lula e Flávio enfrentam impasses para montar palanques nos maiores colégios eleitorais do país
Lula e Flávio Bolsonaro ainda enfrentam impasses para montar palanques nos maiores colégios eleitorais do país, enquanto disputam alianças em estados decisivos. A dois meses do período eleitoral, ambos tentam superar indefinições locais para fortalecer suas campanhas nacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda enfrentam dificuldades para montar palanques nos maiores colégios eleitorais do país a dois meses do início oficial da campanha, segundo a mídia brasileira.
São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará concentram mais de 100 milhões de eleitores e são decisivos para as duas candidaturas.
Em São Paulo, Lula aposta em Fernando Haddad (PT), mas precisa resolver a disputa entre Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) pela vaga ao Senado, além de definir o vice. Tarcísio de Freitas (Republicanos) busca a reeleição e tenta transferir votos para Flávio, embora mantenha alguma distância após o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o dinheiro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro, "Dark Horse" (Azarão).
Minas Gerais é o maior foco de incerteza para ambos. Rodrigo Pacheco (PSD) desistiu de concorrer, abrindo um vácuo no palanque de Lula. Nomes como Josué Gomes (PSB), Gabriel Azevedo (MDB), Alexandre Kalil (PDT) e Marília Campos (PT) circulam como alternativas. Do lado de Flávio, Romeu Zema (Novo) mantém postura crítica ao senador e cogita disputar a Presidência, enquanto Cleitinho (Republicanos) lidera pesquisas para o governo.
No Rio de Janeiro, Flávio perdeu Cláudio Castro como candidato ao Senado após operações da Polícia Federal (PF), abrindo disputa interna no PL. Já Lula tem palanque consolidado com Eduardo Paes (PSD) ao governo e Benedita da Silva (PT) ao Senado, e avalia que as investigações contra aliados de Flávio fortalecem sua posição no estado.
Na Bahia, reduto petista, Flávio enfrenta resistência: ACM Neto (União Brasil) evita apoiá-lo e sinaliza proximidade com Ronaldo Caiado (PSD). Lula terá chapa "puro sangue", com Jerônimo Rodrigues à reeleição e Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado, todos do PT apoiados pelo PSD local.
No Paraná, a disputa entre grupos de direita enfraquece Flávio. O governador Ratinho Jr. (PSD), antes cotado para a Presidência, enfrenta desgaste e pode adotar neutralidade. Lula aposta no crescimento de Roberto Requião Filho (PDT) e Gleisi Hoffmann (PT), enquanto Sergio Moro (União Brasil) lidera pesquisas.
No Rio Grande do Sul, ambos têm palanques definidos. Lula apoiará Juliana Brizola (PDT) ao governo e Edegar Pretto (PT) como vice, após intervenção da executiva nacional. Flávio terá Luciano Zucco (PL) ao governo e Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL) ao Senado.
Em Pernambuco, Lula tenta montar palanque duplo com Raquel Lyra (PSDB) e João Campos (PSB), evitando que a disputa local contamine sua campanha. Campos tem apoio natural do PT, mas Raquel dialoga com o centro e mantém boa relação com o governo federal. Flávio, por sua vez, não conseguiu lançar candidato competitivo ao governo.
No Ceará, Lula tem palanque estável com Elmano de Freitas (PT) à reeleição e Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB) ao Senado. Já Flávio enfrenta turbulência: o PL local fechou apoio a Ciro Gomes (PDT), gerando reação da direita e levando Michelle Bolsonaro a apoiar Eduardo Girão (Novo) como alternativa.
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