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Patrulha chinesa reage a diálogo marítimo Japão‑Filipinas e amplia pressão sobre Taiwan, diz mídia
A China enviou sua maior flotilha de patrulha para águas a leste de Taiwan em reação às negociações marítimas entre Japão e Filipinas, classificadas por Pequim como ilegais.
Pequim enviou uma flotilha — incluindo o maior navio de patrulha da China continental — para águas a leste de Taiwan, em resposta direta às negociações de fronteira marítima iniciadas por Japão e Filipinas. A operação envolve navios do Ministério dos Transportes e uma formação da Guarda Costeira, que passou a patrulhar a região na semana anterior.
O Diário do Povo — jornal oficial do Partido Comunista da China — acusou Tóquio e Manila de se tornarem uma "fonte de problemas" e ameaça à estabilidade regional. As críticas surgem após o anúncio de que os dois países iniciariam negociações formais para mapear fronteiras de suas zonas econômicas exclusivas, possivelmente sobrepostas às de Taiwan, um movimento classificado por Pequim de "ilegal e inválido".
A agência Xinhua descreveu a patrulha chinesa como uma resposta necessária ao anúncio "unilateral" de Japão e Filipinas, afirmando que a ação visa exercer jurisdição administrativa e reforçar o controle em águas estratégicas.
A operação chinesa inclui o Haixun 09, primeiro navio de patrulha marítima de 10 mil toneladas da China, além de embarcações de levantamento hidrográfico e salvamento.
Segundo plataformas que monitoram a Guarda Costeira chinesa, esta é a primeira operação conjunta entre Guarda Costeira e autoridades marítimas na zona econômica exclusiva a leste de Taiwan, ampliando o controle chinês sobre a área. Dados compilados pelo South China Morning Post indicam que a flotilha permaneceu na região até sábado (6).
Analistas afirmaram à mídia chinesa que as negociações entre Japão e Filipinas podem ser vistas por Pequim como um desafio direto à sua posição sobre Taiwan, considerada parte inalienável da China. As tensões se somam ao declínio das relações sino-japonesas desde que Tóquio sugeriu que um ataque à ilha poderia desencadear intervenção militar japonesa.
Enquanto isso, Manila e Pequim mantêm confrontos frequentes no mar do Sul da China, ao mesmo tempo em que Filipinas e Japão — ambos aliados dos EUA — aprofundam sua cooperação militar. A visita recente do presidente Ferdinand Marcos Jr. ao Japão resultou em avanços no compartilhamento de informações e na transferência de destróieres.
O editorial do Diário do Povo ainda acusou os dois países de fomentar um "confronto entre blocos" ao estilo da Guerra Fria e criticou Manila por "oportunismo geopolítico", alertando que sua postura a colocaria em "posição extremamente perigosa". O texto também advertiu o Japão a agir com cautela, refletindo a crescente preocupação de Pequim com o cerco estratégico em torno de Taiwan.
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