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EUA querem usar ativos iranianos para reconstrução após ataques no Golfo, diz mídia
EUA avaliam usar ativos iranianos congelados para financiar a reconstrução de Kuwait e Bahrein após novos ataques de Teerã, enquanto a escalada militar e o bloqueio do estreito de Ormuz ampliam a pressão sobre aliados do Golfo e travam negociações de paz.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, estuda um plano para usar recursos iranianos congelados para financiar a reconstrução de países do Golfo atingidos por retaliações de Teerã, em uma tentativa de proteger aliados estratégicos de Washington.
De acordo com a mídia britânica, a proposta surge após novos ataques iranianos contra Kuwait e Bahrein, que reacenderam a tensão militar apesar do cessar‑fogo frágil entre os dois países.
Após os ataques recentes contra aliados próximos dos EUA, Washington ampliou a pressão sobre um relacionamento já desgastado com as monarquias do Golfo. A situação se agrava com o fechamento de fato do estreito de Ormuz, rota essencial para o fluxo global de petróleo e gás, aprofundando o impacto econômico e geopolítico da crise.
Segundo a apuração, um alto funcionário do governo Trump disse que o Tesouro pretende usar "todas as ferramentas disponíveis" para garantir que ativos iranianos possam financiar reparos e reconstrução no Golfo. Ele afirmou que Bessent ordenou à sua equipe que avaliasse as condições nos países afetados e reunisse estimativas detalhadas dos danos causados pelos ataques iranianos desde o início do conflito.
O governo também considera empregar esses fundos para cobrir danos anteriores, ampliando o escopo da iniciativa. A medida envolve até US$ 100 bilhões (aproximadamente R$ 517 bilhões) em ativos iranianos congelados no exterior, que Teerã tenta recuperar como parte de negociações de paz que seguem estagnadas.
Enquanto isso, a escalada militar continua. O Irã lançou mísseis contra bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein; seis foram interceptados e um falhou. O Comando Central dos EUA informou ter abatido drones iranianos que ameaçavam o tráfego marítimo no estreito de Ormuz e atacado radares de vigilância costeira em Goruk e na ilha de Qeshm.
A ofensiva norte-americana e a resposta iraniana reforçam o impasse diplomático, com ambos os lados incapazes de avançar em um acordo que envolva a liberação parcial dos fundos congelados. A deterioração da segurança regional pressiona ainda mais os aliados do Golfo, que enfrentam custos crescentes de reconstrução.
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