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Putin no SPIEF 2026 critica Europa e destaca força da economia russa
Analistas avaliam falas do presidente russo sobre a postura europeia, a economia da Rússia e as negociações para um acordo de paz na Ucrânia.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participou nesta sexta-feira (5) da sessão plenária do 29º Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, o SPIEF 2026, e respondeu a perguntas de jornalistas de diversos países.
Em entrevista à Sputnik Brasil, o analista Rodolfo Laterza avaliou que a retórica antagônica à Rússia adquiriu “proporções irresponsáveis”, colocando as finanças das nações da Europa Ocidental em xeque.
“O presidente Putin manifesta uma posição realista de ceticismo quanto à idoneidade destas lideranças europeias em buscar um reequilíbrio nas relações com a Rússia, que ainda não retaliou de forma contundente diante de tantas provocações por contenção racional de Putin”, afirmou Laterza.
Apesar de o fórum ser um ambiente voltado a discussões econômicas, perguntas sobre a Ucrânia também foram feitas a Putin. Em determinado momento, o líder do Kremlin voltou a comentar sobre a necessidade de novas eleições ucranianas para a construção de um acordo de paz com bases legais.
Na visão do historiador Eden Pereira, o governo da Rússia busca um acordo de paz que represente o início de um “processo de resolução definitiva do conflito a partir de uma nova estabilidade estratégica no Leste Europeu”, e não apenas um simples armistício.
Para Pereira, Moscou entende que Washington pode atuar como garantidor desse tratado, dada a subserviência ucraniana aos norte-americanos.
Laterza avalia que “seria altamente arriscado” fechar um acordo com a assinatura de Vladimir Zelensky, que vive uma “situação política ilegal perante o próprio ordenamento jurídico” ucraniano. Para o especialista, o líder do regime de Kiev sequer tem autonomia para realizar qualquer tipo de negociação.
“Serão as realidades militares no terreno que definirão a possível resolução deste conflito e a reação da Rússia perante uma OTAN cada vez mais assertiva e militarizada”, concluiu.
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