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Cirurgias concentram R$ 133 mi em desperdícios na saúde suplementar, aponta Arvo
Levantamento feito pela healthtech Arvo aponta que falhas operacionais e administrativas em procedimentos cirúrgicos concentraram mais de R$ 133 milhões em desperdícios identificados na saúde suplementar brasileira em 2025. O estudo foi realizado com base na análise de mais de R$ 200 bilhões em despesas assistenciais.
A principal origem das cobranças indevidas é a sobreposição de procedimentos, responsável por 56,1% de toda a economia potencial identificada na categoria cirúrgica. O problema ocorre quando etapas que fazem parte de um mesmo ato cirúrgico ou técnicas alternativas de um mesmo procedimento são cobradas separadamente, elevando os custos para as operadoras de saúde.
Outro foco relevante de inconsistências, de acordo com o levantamento, são os honorários médicos, que respondem por 19,8% das irregularidades encontradas. Nesses casos, as divergências envolvem cobranças em desacordo com tabelas de referência do setor ou com contratos firmados entre operadoras e discussões de serviços.
Entre as especialidades médicas, a neurocirurgia lidera os apontamentos de desperdícios, concentrando 22,03% da economia identificada pela Arvo. Na sequência aparecem cirurgia geral, com 20,95%, e ortopedia e traumatologia, com 14,63%. Segundo a empresa, procedimentos de maior complexidade e com uso intensivo de materiais de alto custo tendem a apresentar maior incidência de inconsistências de faturamento.
Uma análise regional mostra que os maiores índices relativos ao desperdício estão no Sul, com porcentual 23% acima da média nacional, e no Centro-Oeste, 14% acima da média. O Sudeste aparece 10% acima da média e concentra a maior oportunidade absoluta de recuperação de recursos devido ao volume de despesas assistenciais da região. Já o Nordeste apresentou o melhor desempenho relativo do País, com índice 24% abaixo da média nacional.
Para a Arvo, os resultados evidenciam desafios estruturais da saúde suplementares relacionados à complexidade dos contratos, ao elevado volume de informações processadas e à predominância de processos administrativos ainda manuais. Segundo a empresa, a adoção de ferramentas de análise de dados e inteligência artificial pode contribuir para reduzir desperdícios e aumentar a eficiência na gestão dos gastos assistenciais.
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