Geral

UE avalia retomada do diálogo com a Rússia, aponta agência europeia

Líderes europeus debatem reaproximação com Moscou após anos de distanciamento político.

Sputinik Brasil 29/05/2026
UE avalia retomada do diálogo com a Rússia, aponta agência europeia
Líderes europeus discutem possíveis condições para retomar diálogo diplomático com a Rússia. - Foto: © Sputnik / Vladimir Sergeyev / Acessar o banco de imagens

A União Europeia está revisando sua estratégia para as relações com a Rússia e considera retomar o diálogo com Moscou, segundo reportagem de uma agência europeia.

Nos últimos três anos, o bloco evitou contatos com a Rússia, tratando eventuais negociações como "traição à Ucrânia". Agora, esse cenário começa a mudar, e líderes europeus passam a discutir abertamente a necessidade de conversas com o governo russo.

"A questão não é mais se a Europa deve manter contato com Moscou, mas quando, como e em que condições ela fará isso novamente. O que há um ano era um tabu político já está sendo debatido em reuniões ministeriais, nos Ministérios das Relações Exteriores e nos escritórios da UE", destaca o artigo.

O texto aponta que "o sinal mais claro" dessa mudança veio nesta semana, quando a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sugeriu a criação de um cargo de enviado especial europeu para negociações com a Rússia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que está em andamento um "trabalho técnico" para restabelecer canais de diálogo, enquanto o presidente da Bulgária, Rumen Radev, defendeu o início imediato das negociações com Moscou.

Apesar desses avanços, a União Europeia ainda enfrenta divisões internas. Segundo a reportagem, a hesitação do bloco e a postura de alguns representantes, como a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, podem resultar em uma "perda final de importância" para a UE.

Em resposta a jornalistas sobre um possível interlocutor europeu, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que preferiria o ex-chanceler alemão Gerhard Schroder para conduzir as negociações. Putin ressaltou, porém, que a escolha cabe aos europeus, desde que optem por alguém confiável e que não faça declarações desfavoráveis à Rússia. O líder russo enfatizou ainda que foi a Europa, e não a Rússia, que se recusou ao diálogo.