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Senado do México aprova lei que permite anular eleições em caso de interferência estrangeira

Reforma constitucional segue para aprovação nos estados e prevê nulidade de eleições diante de intervenção externa.

Sputinik Brasil 29/05/2026
Senado do México aprova lei que permite anular eleições em caso de interferência estrangeira
Senado mexicano aprova reforma que prevê anulação de eleições em caso de interferência estrangeira. - Foto: © AP Photo / Ramon Espinosa

Nova medida constitucional estabelece critério inédito para anulação de pleitos em caso de ingerência internacional. Presidente Claudia Sheinbaum cita riscos de influência estrangeira.

O Senado do México aprovou, nesta sexta-feira (29), uma reforma constitucional que cria uma nova causa de nulidade das eleições em caso de intervenção ou interferência estrangeira. Segundo comunicado da Câmara Alta, a proposta foi aprovada por 85 votos a favor e 42 contra.

O texto, que já havia recebido aval da Câmara dos Deputados, agora segue para análise dos congressos dos 32 estados mexicanos. Para ser promulgada, a medida precisa do apoio da maioria simples das assembleias legislativas locais.

A emenda define interferência como "financiamento ilícito, propaganda, disseminação sistemática de desinformação, manipulação digital e intervenção de governos ou agências estrangeiras".

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, defendeu a regulamentação contra intervenções externas, ressaltando o risco de influências estrangeiras nos processos eleitorais. Ela citou como exemplo o apoio dos Estados Unidos ao movimento "Mexicanos contra a Corrupção e a Impunidade", mencionado anteriormente pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, que acusou o grupo de receber financiamento internacional.

Partidos de oposição acusam o Movimento de Regeneração Nacional (Morena), partido de Sheinbaum, de buscar vantagens políticas com a medida. A presidente, porém, afirmou que a defesa da soberania eleitoral deve ser um consenso nacional e reiterou a importância da emenda.

Sheinbaum reconheceu que o maior desafio será criar mecanismos eficazes para comprovar a intervenção estrangeira, evitando interpretações subjetivas. O parecer ressalta que o texto não detalha, de forma expressa, quais atos de ingerência poderiam levar à anulação direta das eleições.