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Brasil envia à Bolívia carga humanitária de 16 toneladas de arroz e 5 de leite em pó
Doação emergencial ocorre após pedido do governo boliviano em meio à crise política e bloqueios no país.
Em resposta a um pedido do governo boliviano, o Brasil enviou nesta sexta-feira (29) uma remessa emergencial de ajuda humanitária composta por 16 toneladas de arroz e 5 toneladas de leite em pó integral.
Os alimentos partiram da base aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com destino a La Paz, transportados por uma aeronave cargueira KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB).
Segundo informações do Palácio do Planalto, a doação foi articulada após solicitação do presidente boliviano, Rodrigo Paz, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante conversa telefônica realizada no início desta semana.
O governo federal destacou que o envio dos alimentos não compromete os estoques nacionais nem o abastecimento interno. A operação foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores, com apoio dos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, do Desenvolvimento Agrário, da Defesa, da Fazenda, e da Justiça e Segurança Pública.
A iniciativa ocorre em meio à instabilidade política, econômica e social na Bolívia, marcada por protestos e bloqueios em diversas regiões. Nas últimas semanas, manifestantes interditaram rodovias e realizaram atos por mudanças na política agrária, melhorias na qualidade do combustível e pela renúncia de Paz.
Apesar da escalada dos protestos, a maioria da população boliviana rejeita os bloqueios. Pesquisa do jornal La Razón aponta que 98% dos entrevistados desaprovam esse tipo de mobilização e o aumento da conflituosidade social no país.
Gary Rodríguez, gerente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), informou que 97% dos entrevistados consideram que os bloqueios prejudicam a circulação e o trabalho, e 96% rejeitam a medida como instrumento de pressão.
O levantamento também revelou que 95% defendem a resolução dos conflitos por meio do diálogo, enquanto 90% já foram afetados diretamente pelos bloqueios. Além disso, 96% consideram o bloqueio de estradas ou cidades um delito, e 95% apoiam a aplicação de sanções contra os responsáveis.
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