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Rodrigo Pacheco critica classificação de facções como terroristas e anuncia fim de ciclo político
Senador afirma que decisão dos EUA distorce conceito de terrorismo e reforça defesa da soberania brasileira
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) classificou como "equívoco" a decisão dos Estados Unidos de considerar facções criminosas atuantes no Brasil como organizações terroristas. Segundo ele, tal medida distorce o conceito de terrorismo e não contribui para o combate ao crime organizado.
"Essas organizações criminosas são graves, importantes de serem combatidas, muito sofisticadas, mas são organizações criminosas, e há métodos próprios para combatê-las", afirmou Pacheco em entrevista após participar do seminário Lide Inovação e Tecnologia, em São Paulo.
Pacheco ressaltou que o crime organizado possui motivações financeiras e econômicas, e defendeu que o Brasil, como Estado soberano, deve enfrentá-lo com suas próprias leis e instrumentos constitucionais.
O senador destacou ainda a capacidade do Itamaraty para conduzir o diálogo com Washington, rechaçando qualquer possibilidade de intervenção estrangeira justificada por essa classificação.
"Classificá-los como terrorismo definitivamente não é um caminho assertivo para esse combate."
Carreira política
Ao comentar seus 12 anos de vida pública, Pacheco confirmou que está encerrando seu ciclo na política e descartou interesse em integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) ou o Tribunal de Contas da União (TCU).
"Se isso foi cogitado em algum momento, foi bem resolvido. É uma página virada."
Ele também negou ter atuado nos bastidores para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF, enfatizando que a decisão do plenário foi soberana. Pacheco defendeu ainda que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomem o diálogo institucional para evitar crises desnecessárias.
Sobre o futuro político de Minas Gerais, Pacheco evitou indicar preferências, mas citou nomes do campo democrático e progressista filiados ao PSB, como Josué Gomes da Silva e Jarbas Soares, como opções qualificadas para governar o estado.
O senador também expressou entusiasmo com a candidatura da ex-prefeita Marília Campos (PT) ao Senado.
"Vejo uma candidatura muito consolidada da ex-prefeita Marília Campos ao Senado Federal, algo que me entusiasma muito, ter uma mulher representando Minas Gerais com essa qualidade."
Analisando a atuação do Congresso, Pacheco diferenciou o que chamou de "pautas desnecessárias", criadas para gerar engajamento e espetacularização política nas redes sociais, das pautas estruturantes, como a reforma trabalhista e o fim da escala 6 x 1, que ele considera uma tendência.
"O presidente Davi [Alcolumbre] está muito consciente de que essa é uma pauta do povo brasileiro."
Por Sputnik Brasil
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