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Bolsas da Europa fecham em queda, com acordo EUA-Irã e BCE no radar

Principais índices europeus recuam diante de incertezas geopolíticas e expectativas sobre política monetária do BCE.

28/05/2026
Bolsas da Europa fecham em queda, com acordo EUA-Irã e BCE no radar
Bolsas da Europa - Foto: Reprodução

As bolsas europeias encerraram o pregão desta quinta-feira, 28, majoritariamente em baixa, mesmo após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo preliminar para encerrar a guerra — que ainda depende da aprovação do presidente norte-americano, Donald Trump. Os investidores também acompanharam atentamente os indicadores econômicos da zona do euro e ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE).

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,69%, para 10.432,70 pontos. O DAX, em Frankfurt, caiu 0,30%, para 25.102,61 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,23%, fechando em 8.188,87 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB avançou 0,50%, atingindo 49.825,32 pontos. O Ibex 35, de Madri, cedeu 0,53%, para 18.283,77 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, caiu 0,53%, para 9.087,82 pontos. As cotações são preliminares.

Ao longo do dia, os mercados europeus foram pressionados pelas incertezas relacionadas ao Oriente Médio, apesar das notícias sobre o acordo preliminar entre Washington e Teerã.

De acordo com a Axios, o pacto prevê navegação irrestrita pelo Estreito de Ormuz e a suspensão gradual do bloqueio naval imposto pelos EUA ao Irã. No entanto, a imprensa internacional ressalta que os termos ainda aguardam aprovação de Trump e das autoridades iranianas.

No segmento de ações, a Saab disparou 7,36% em Estocolmo, após a Suécia fechar acordo para fornecer 36 caças Gripen na Ucrânia. Em Milão, os papéis de Leonardo subiram 5,44%, impulsionando o FTSE MIB, enquanto o subíndice do setor de defesa avançou 1,03% no Stoxx 600. O setor de tecnologia também apresentou alta de 0,72%, refletindo o otimismo com semicondutores e inteligência artificial (IA) nos EUA.

No campo macroeconômico, o índice de sentimento econômico da zona do euro superou as expectativas dos analistas, diminuindo maior confiança entre empresas e consumidores.

Além disso, a União Europeia anunciou que ampliará o uso de defesas comerciais para proteção dos setores industriais das importações chinesas, segundo informou o comissário da Indústria do bloco, Stéphane Séjourné.

Na ata divulgada nesta quinta-feira, dirigentes do BCE sinalizaram a possibilidade de nova alta de juros para garantir a estabilidade de preços na região.