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Médica afirma que Henry Borel chegou ao hospital tecnicamente morto

Pediatra depõe no 2º Tribunal do Júri sobre caso Henry Borel, no TJRJ

28/05/2026
Médica afirma que Henry Borel chegou ao hospital tecnicamente morto
Pediatra relata em tribunal que Henry Borel chegou ao hospital sem pulso e com sinais de agressão.

No terceiro dia de julgamento de Jairo de Souza Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, prestou depoimento à pediatra Maria Cristina de Souza.

A médica integrou a equipe do Hospital Barra d'Or que tentou reanimar Henry na madrugada de 8 de março de 2021.

Maria Cristina foi enfática ao declarar que “Henry já chegou à unidade sem pulso e estava tecnicamente morto”. O menino foi atendido imediatamente e recebeu os primeiros procedimentos em menos de um minuto após sua entrada no hospital.

A tentativa de reanimação, segundo a pediatra, se estendeu por quase duas horas.

"Quando a equipe já avaliou encerrar o protocolo, encontrei Leniel. Ele pediu para que não desistíssemos de seu filho e continuassemos", relatou Maria Cristina em seu depoimento.

A médica detalhou: "Henry chegou ao hospital sem pulso, inchado. Foi administrado uma dose de adrenalina e continuamos com a massagem cardíaca. Henry já estava técnico morto".

Durante o atendimento, Maria Cristina examinou hematomas e marcas arroxeadas em diversas partes do corpo da criança, incluindo tórax, abdômen, coxas e punhos.

Liminar

A defesa de Jairo Santos Souza Júnior, o Dr. Jairinho, obteve liminar em habeas corpus, garantindo que o interrogatório do acusado pela morte de Henry Borel seja realizado apenas após o depoimento de Monique Medeiros.

O pedido já havia sido apresentado no início do julgamento à juíza Elizabeth Louro, que preside a sessão, mas havia sido indeferido.

Com a decisão, o interrogatório em momento posterior foi considerado necessário para garantir a plenitude de defesa, permitindo que Jairo conheça previamente as acusações que serão feitas em julgamento.

"Não é possível que aquele que está sendo acusado tenha de se manifestar antes da acusação. Isso é básico em qualquer Estado de Direito. Para se defender especificamente, é necessário conhecer o conteúdo exato da acusação", afirmou o advogado de defesa, Rodrigo Faucz.

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