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Não é só futebol: Copa do Mundo de 2026 terá o maior número de tensões latentes, diz analista

Competição sediada nos EUA, Canadá e México será marcada por desafios geopolíticos, altas nos custos e preocupações com segurança de torcedores.

27/05/2026
Não é só futebol: Copa do Mundo de 2026 terá o maior número de tensões latentes, diz analista
Copa de 2026 terá desafios inéditos, com tensões políticas e altos custos para torcedores. - Foto: © telegram SputnikBrasil

Além do futebol, a Copa do Mundo de 2026 promete ser palco de intensas tensões geopolíticas e sociais. O evento, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México, já é considerado o maior em número de seleções participantes. No entanto, os desafios vão além das quatro linhas: gastos elevados e um ambiente político conturbado devem marcar a competição.

Segundo o historiador Adriano Freixo, os custos para os torcedores serão significativamente altos. "Hotéis esvaziados enquanto o preço dos ingressos está muito alto em comparação com eventos anteriores", afirma. A lotação dos estádios também pode ser afetada, já que grande parte dos fãs de futebol nos EUA são latinos ou descendentes de latinos. A política de perseguição a imigrantes e a atuação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) tornam a situação delicada, inclusive para cidadãos e migrantes documentados.

"Às autoridades alfandegárias norte-americanas foram dados poderes discricionários. [...] É um risco viajar para os EUA", destaca Freixo.

As preocupações, no entanto, não se limitam ao território norte-americano. Mesmo após receber o primeiro prêmio da paz da FIFA, o ex-presidente Donald Trump continua envolvido em conflitos internacionais. Um dos mais recentes envolve o Irã, país que confirmou presença no Mundial. "Essa Copa traz situações inéditas e esdrúxulas, pois, pela primeira vez, temos dois países, sendo um deles sede do evento, em guerra. É algo absolutamente inédito", ressalta o analista.

Freixo conclui que esta será a "Copa do Mundo com o maior número de tensões latentes". "Já tivemos Copa na Itália fascista, na Argentina sob ditadura, e em um país islâmico de regime fechado, como o Catar, mas o nível de tensão desta edição supera todos os anteriores", avalia.

Por Sputnik Brasil