Geral

Confiança do comércio recua 2,4% em maio e sinaliza cautela do setor, aponta CNC

Índice de Confiança do Empresário do Comércio registra segunda queda consecutiva; incertezas geopolíticas e inflação pressionam cenário.

27/05/2026
Confiança do comércio recua 2,4% em maio e sinaliza cautela do setor, aponta CNC
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A confiança dos comerciantes brasileiros voltou a cair em maio, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) apresentou recuo de 2,4% em relação a abril, já considerando os ajustes sazonais.

Esse resultado marca a segunda queda consecutiva do indicador, reflexo de incertezas crescentes no cenário internacional e da persistência da inflação no país, conforme avaliação da CNC.

O Icec atingiu 102,6 pontos, permanecendo na zona considerada de satisfação (acima de 100 pontos), mas apresentou retração de 1,8% na comparação com maio de 2023.

Na análise dos componentes, a avaliação das condições atuais teve queda de 1,7%, influenciada por recuos nos itens economia (-2,4%), empresa (-1,0%) e setor (-2,0%). O componente de expectativas caiu 3,6%, com reduções em economia (-5,1%), setor (-3,6%) e empresa (-2,4%). Já as intenções de investimento diminuíram 1,4%, com estabilidade em investimentos na empresa (0,0%), mas baixas em contratação de funcionários (-2,4%) e estoques (-1,6%).

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, “no plano internacional, os desdobramentos do conflito armado entre Estados Unidos e Irã e o consequente bloqueio temporário do Estreito de Ormuz injetaram forte volatilidade no mercado de combustíveis” . Tadros destacou ainda a necessidade de expectativas regulares e proteção dos setores produtivos diante desse cenário de instabilidade.

Entre os segmentos do varejo, a confiança caiu mais entre os comerciantes de bens de consumo não seguros (como supermercados e farmácias), com recuperação de 3,0% em maio ante abril. O setor de bens semiduráveis ​​(roupas, calçados e acessórios) registrou queda de 2,5%, enquanto o segmento de bens seguros (eletrônicos e veículos) apresentou retração de 1,5%.