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Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no Brasil

Pesquisa aponta perfil etário e hábitos das principais consumidoras de medicamentos à base de cannabis no país

27/05/2026
Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no Brasil
Mulheres de 45 a 64 anos são maioria entre consumidoras de cannabis medicinal no Brasil.

Mulheres mais velhas e ativas no mercado de trabalho são as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil. Um levantamento inédito da Blis Data, realizado em homenagem às Mães das Mães, revela que os brasileiros com filhos compõem a maior parte desse público.

A Blis Data mantém o maior banco de dados de pacientes em tratamento canábico da América Latina.

Perfil etário e socioeconômico

As mulheres de 55 a 64 anos lideraram o segmento no país, representando 28,2% do total de pacientes. Em seguida, estão as mulheres de 45 a 54 anos, com 27,2%. Juntos, esses dois grupos respondem a mais da metade dos consumidores de cannabis medicinal no Brasil.

Na terceira posição estão os pacientes de 35 a 44 anos (18,7%). As mulheres acima de 65 anos representam 16,3%, enquanto as mais jovens, de 18 a 34 anos, somam apenas 9,6%.

A maioria dessas mulheres está empregada (79,9%) e pratica exercícios regularmente (75,1%). A pesquisa abrangeu todas as regiões do país, mas o Sudeste (61,6%) e o Sul (19,7%) concentraram 81,3% dos pacientes.

O estudo analisou uma amostra de 7.092 mulheres com filhos, selecionadas de uma base de 70 mil registros de pessoas que utilizam medicamentos canábicos sob prescrição médica.

Principais sintomas e tratamentos

Distúrbios do sono e dor crônica são as queixas mais frequentes, motivando respectivamente 28,9% e 16,3% dos tratamentos. A saúde mental também tem destaque: transtorno de ansiedade representa 14,9% dos casos e depressão, 9,2%.

Outros motivos para o uso da cannabis medicinal incluem fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), entre outras condições.

Sete em cada dez mães combinam medicamentos à base de cannabis com remédios convencionais. Além disso, metade dos participantes afirmou nunca ter utilizado cannabis antes do tratamento médico prescrito.

Os dados completos da pesquisa podem ser consultados no site especial da Blis Data .

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