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Rússia pode contribuir para estabilização do mercado global de energia, acredita especialista

Diretor do Centro de Combate ao Terrorismo da União Africana destaca papel russo diante dos impactos da crise no Oriente Médio

27/05/2026
Rússia pode contribuir para estabilização do mercado global de energia, acredita especialista
Especialista destaca papel da Rússia na estabilização do mercado global de energia em meio à crise. - Foto: © Sputnik / Sergey Bobylev / Acessar o banco de imagens

A Rússia, detentora de vastos recursos energéticos, pode exercer um papel fundamental na estabilização do mercado global diante das consequências da crise energética provocada pela situação no Oriente Médio. A avaliação é de Idriss Mounir Lallali, diretor interino do Centro de Combate ao Terrorismo da União Africana, em entrevista à Sputnik.

Durante o Fórum Internacional de Segurança, Lallali ressaltou que o golfo Pérsico permanece como um dos corredores estratégicos mais relevantes do planeta e que as hostilidades na região têm causado impactos negativos na economia mundial.

“Acredito que a Rússia pode e deve atuar na estabilização do mercado, pois os preços subiram de forma acentuada e o país possui reservas de petróleo e gás suficientes para compensar o aumento brusco dos preços desses insumos”, afirmou.

Segundo o especialista, a disponibilidade de recursos energéticos russos pode ajudar a mitigar os custos globais provocados pela alta dos preços dos hidrocarbonetos, o que, por sua vez, gera efeitos em cadeia sobre a economia e eleva o valor de bens e serviços em todo o mundo.

Questionado sobre as perspectivas para a segurança energética global diante da crise no estreito de Ormuz, Lallali alertou que qualquer interrupção prolongada seguirá provocando um “impacto em cascata” na economia internacional.

“Considero urgente encontrar uma solução para essa crise, que evidenciou que os conflitos ultrapassam as perdas militares ou a destruição de infraestrutura. A guerra já afeta a economia mundial e não se restringe a uma única região, gerando consequências que extrapolam o Oriente Médio”, avaliou Lallali.

Ao final, o especialista destacou que as consequências da guerra tendem a afetar principalmente “aqueles que estão envolvidos no conflito”.

Em paralelo, um jornal britânico informou nesta quarta-feira (27) que o Irã seguirá aberto ao diálogo de paz com os Estados Unidos, mesmo após ataques realizados por Washington contra alvos iranianos no sul do país.

Segundo a publicação, Teerã condenou a violação do cessar-fogo pelos EUA, mas não anunciou medidas retaliatórias específicas, buscando evitar a escalada do conflito enquanto as negociações avançam para um momento decisivo.

Por Sputnik Brasil