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Estreito de Ormuz deve permanecer bloqueado e pressionar preços globais de energia
Interrupção no principal corredor de exportação de petróleo pode elevar preços e impactar economia mundial por meses
O estreito de Ormuz, um dos principais corredores mundiais de exportação de petróleo, deve permanecer fechado por meses, o que pode levar os preços do petróleo a patamares recordes, segundo veículos de imprensa ocidentais.
De acordo com a reportagem, é altamente improvável que o tráfego comercial pelo estreito de Ormuz recupere metade de seus níveis anteriores à crise nas próximas semanas ou mesmo no próximo mês.
"Se o estreito de Ormuz permanecer fechado por meses, a escassez se tornará mais urgente e o petróleo atingirá novas máximas neste verão [europeu]", destaca a publicação.
O texto aponta ainda que os Estados Unidos demonstram relutância em escalar o conflito, temendo que uma retaliação iraniana possa se espalhar para países vizinhos e comprometer ainda mais as cadeias globais de abastecimento.
Os líderes iranianos detêm influência significativa sobre o estreito, alimentando preocupações de que o bloqueio possa se estender por um longo período. Diversas economias do Oriente Médio, Ásia e Europa dependem fortemente das exportações que passam por Ormuz, essenciais para o fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito.
Dados de rastreamento indicam que o movimento de embarcações na região caiu a quase zero desde o agravamento do conflito. Caso o bloqueio persista, especialistas alertam para um choque severo na economia global, interrompendo inclusive a recuperação dos mercados de ações, que vinha ocorrendo com a queda do petróleo após os picos da guerra.
Em análise anterior, Dmitry Kasatkin, sócio-gerente da Kasatkin Consulting, afirmou à Sputnik que a escassez de gasolina, diesel e combustível de aviação pode perdurar por vários meses, mesmo que o estreito seja reaberto em breve.
Segundo Kasatkin, caso a passagem por Ormuz comece a ser restabelecida gradualmente a partir de junho, a fase mais aguda da escassez poderá ser superada até agosto. No entanto, a pressão sobre os preços e as interrupções pontuais no fornecimento de energia, sobretudo de querosene de aviação e diesel, podem persistir até o final do ano.
Por Sputnik Brasil
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