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Dólar avança com queda do petróleo e cenário externo de maior risco

Moeda americana sobe frente ao real em meio à baixa do petróleo, inflação acima do esperado e negociações diplomáticas no Oriente Médio.

27/05/2026
Dólar avança com queda do petróleo e cenário externo de maior risco
Dólar

O dólar opera em alta no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 27, refletindo o movimento positivo da moeda americana frente a pares emergentes, como o real, especialmente aqueles ligados a commodities, diante da queda do petróleo.

A desvalorização do petróleo ocorre em meio a sinais recentes de avanço diplomático nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra, embora ainda não haja anúncios concretos.

Os juros futuros mantêm oscilações próximas aos ajustes da véspera, influenciados pela queda dos rendimentos dos Treasuries e pelo IPCA-15 de maio, que ficou acima da mediana das estimativas do mercado, tanto na variação mensal quanto em 12 meses.

O IPCA-15 subiu 0,62% em maio, superando a mediana das projeções do mercado financeiro (0,56%) e o intervalo previsto, que ia de 0,44% a 0,68%. Em 12 meses, a inflação acelerou para 4,64%, também acima da expectativa mediana (4,59%) e próxima ao teto das projeções, que variavam de 4,48% a 4,71%.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Ibre/FGV, subiu 1,1 ponto em maio em relação a abril, alcançando 97,1 pontos. Nas médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,1 ponto, para 96,6 pontos.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) alertou que interrupções no tráfego do Estreito de Ormuz já elevam os custos de petróleo, gás, fertilizantes e sementes, pressionando os preços agrícolas globais. Isso pode resultar em maior inflação de alimentos e aumento das despesas de importação, principalmente em países da África e Ásia que dependem de insumos externos, ampliando riscos econômicos e sociais em regiões já afetadas por endividamento e eventos climáticos.

No cenário interno, governo e Congresso avançaram em um acordo para renegociação das dívidas rurais, reduzindo a possibilidade de edição de medida provisória. O texto de consenso deve ser votado hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado como substitutivo ao PL 5.122/2023. Entre os pontos acordados estão critérios para adesão dos produtores, retirada do Fundo Social do Pré-Sal como fonte de recursos, até dois anos de carência e prazo de dez anos para pagamento.