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Caso Henry Borel: Tribunal do Júri retoma julgamento com depoimentos de testemunhas

Audiência segue nesta terça-feira com oitiva de testemunhas de acusação e expectativa de duração de até sete dias

26/05/2026
Caso Henry Borel: Tribunal do Júri retoma julgamento com depoimentos de testemunhas
Caso Henry Borel: Tribunal do Júri retoma julgamento com depoimentos de testemunhas - Foto: YOUTUBE/Reprodução Fonte: Agência Senado

O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou na manhã desta terça-feira, 26, o julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.

A sessão foi aberta às 9h45 com o depoimento do delegado Edson Henrique Damasceno, então titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) à época da morte de Henry. Damasceno foi o responsável pela investigação e pelo indiciamento de Jairinho e Monique, além de ter solicitado suas prisões.

Estão previstos ainda para esta terça-feira os depoimentos de outras duas testemunhas de acusação: a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, que também participou das investigações, e o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva.

No total, 27 testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas durante o julgamento. A expectativa é de que o processo dure de cinco a sete dias no 2º Tribunal do Júri da Capital, sediado no Fórum Central do Rio de Janeiro.

Como foi o primeiro dia de julgamento

O julgamento de Jairinho e Monique teve início na tarde de segunda-feira, 25, após uma manhã marcada por incertezas quanto à possibilidade de adiamento. Jairinho destituiu sua banca de advogados após o enfarte de Fabiano Lopes, um dos defensores.

Diante da situação, o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou a transferência de Jairinho da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), destinada a presos de colarinho branco e de casos de grande repercussão, para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), de segurança máxima.

Já a defesa de Monique Medeiros, representada pelo advogado Hugo Novais, argumentou que o julgamento não poderia ser desmembrado, pois ela responde por homicídio por omissão.

A juíza Elisabeth Machado Louro chegou a sinalizar que poderia adiar o julgamento e acatar o pedido de transferência de Jairinho. Durante a decisão, Jairinho interrompeu a magistrada e reconstituiu sua defesa, incluindo o próprio filho, o advogado Luís Fernando Abidul, de 28 anos, na equipe de advogados.