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Chanceler ucraniano cobra ação da ONU após ataque russo a Kiev

Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia solicita resposta internacional após bombardeio que deixou mortos e feridos na capital.

24/05/2026
Chanceler ucraniano cobra ação da ONU após ataque russo a Kiev
Chanceler ucraniano cobra ação da ONU após ataque russo a Kiev - Foto: © AP Photo / Marienko Andrew

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, recebeu neste domingo uma resposta da Organização das Nações Unidas (ONU) e de outros organismos internacionais após o ataque russo com drones e mísseis contra Kiev durante a madrugada. A ofensiva deixou pelo menos duas pessoas mortas e mais de 80 feridas, segundo autoridades ucranianas.

Em publicação na rede X, Sybiha informou que orientou as missões diplomáticas ucranianas a acionar mecanismos multilaterais e anunciou pedidos de reuniões emergenciais do Conselho de Segurança da ONU, do Fórum de Cooperação em Segurança da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e do Conselho Permanente da OSCE.

Segundo o chanceler, a ONU, a OSCE, o Conselho da Europa e a Unesco precisam oferecer "uma resposta adequada e forte ao agressor, que tenta compensar a falta de avanços militares no campo de batalha com terror contra civis". Sybiha afirmou ainda que Vladimir Putin "busca intimidar a Ucrânia ao atacar civis e destruir edifícios residenciais, museus, escolas e infraestrutura crítica", além de "intimidar o mundo ao lançar mísseis balísticos de alcance intermediários contra importações cidades".

O ministro pediu aos parceiros internacionais "ações multilaterais resolutas para dissuadir a Rússia e forçá-la a avançar rumo a uma paz abrangente, justa e rigorosa". Conforme o governo ucraniano, a ofensiva incluiu o uso do míssil balístico hipersônico Oreshnik e atingiu prédios residenciais, escolas e um mercado histórico em Kiev.

Mais cedo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou que o bombardeio “destruiu eficazmente” o Museu de Chernobyl e danificou o Museu Nacional de Arte, além do prédio que abriga o escritório da emissora alemã ARD. Zelensky acrescentou que manteve contato com líderes europeus ao longo do dia para discutir a resposta ao ataque.

Por sua vez, a Rússia alegou que a ação foi uma retaliação a ataques ucranianos contra “instalações civis em território russo”. Na sexta-feira, o presidente Vladimir Putin havia determinado ao Exército que preparasse respostas de resposta após um ataque de drones contra um alojamento universitário em Starobilsk, no leste da Ucrânia ocupado pela Rússia, onde o número de mortos subiu para 21, segundo Moscou.