Geral
China amplia uso global do yuan e desafia hegemonia do dólar, diz ex-dirigente do FMI
Expansão do yuan e rede de swaps cambiais fortalecem papel internacional da China e desafiam liderança do dólar, segundo Zhu Min.
A China está ampliando o uso global do yuan e fortalecendo sua rede de swaps cambiais, em um movimento que pode torná-la credora internacional de última instância. Segundo Zhu Min, ex-dirigente do Banco Central da China e ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), a perda de confiança no dólar e a força industrial chinesa aceleram essa transição monetária, conforme publicado pelo South China Morning Post.
Zhu Min destaca que a expansão dos acordos em yuan e o enfraquecimento do dólar criam espaço para mudanças no sistema financeiro global. Para ele, a China deve assumir um papel mais ativo como credora internacional de última instância.
O ex-dirigente argumenta que o país já estabeleceu as bases desse papel por meio de uma extensa rede de acordos de swap cambial, permitindo que parceiros acessem rapidamente o yuan em momentos de crise. Segundo Zhu, esses mecanismos já ajudaram países a superar dificuldades de pagamento internacionais.
De acordo com Zhu, ampliar o uso global do yuan fortaleceria não apenas a economia chinesa, mas também a estabilidade financeira internacional. Pequim, afirma, adota essa estratégia para reduzir a dependência de canais financeiros dominados pelo dólar.
Zhu critica a "instrumentalização" do dólar, as guerras comerciais e os déficits fiscais dos Estados Unidos, fatores que, segundo ele, minam a confiança na moeda norte-americana. Ele também ressalta que a China já firmou swaps com 32 países, incluindo economias ocidentais como Reino Unido e Suíça.
Esses instrumentos, comuns entre bancos centrais, funcionam como fonte de liquidez e podem complementar operações de resgate multilaterais. O atual governador, Pan Gongsheng, já afirmou que o yuan se tornou a terceira moeda mais utilizada em pagamentos globais, reforçando essa tendência.
Zhu também salienta que a forte base manufatureira da China é uma vantagem estratégica para impulsionar o uso internacional do yuan. Ele defende ampliar a presença da moeda em transações comerciais, cadeias globais de suprimentos e operações de crédito.
Segundo a apuração, a valorização gradual do yuan desde o ano passado reforça esse movimento. Para Wang Chuanfu, fundador da BYD, a robustez industrial chinesa pode fortalecer ainda mais a moeda, que poderá chegar a três yuans por dólar nas próximas décadas, ajudando a equilibrar o comércio global, segundo a mídia asiática.
Por Sputinik Brasil
Mais lidas
-
1INFRAESTRUTURA
Paulo Dantas anuncia triplicação da rodovia entre Maceió e Barra de São Miguel
-
2MACEIÓ
Servidores cobram JHC por caso Banco Master e perdas salariais
-
3TÊNIS INTERNACIONAL
Sinner pode quebrar dois recordes históricos se vencer Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
4TÊNIS
Semifinal entre Sinner e Medvedev é cancelada por mau tempo em Roma
-
5OBRA IMPORTANTE
Novo binário de Arapiraca está com 95% das obras concluídas