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Alerj responde Lula e cobra respeito após associação entre Legislativo e milícia

Casa Legislativa do Rio de Janeiro afirma ser inaceitável a generalização e defende união institucional diante de críticas do presidente.

23/05/2026
Alerj responde Lula e cobra respeito após associação entre Legislativo e milícia
Alerj divulga nota e cobra respeito após Lula associar Legislativo fluminense à milícia. - Foto: © Sputnik Brasil

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) divulgou nota neste sábado (23) em resposta às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante agenda oficial no estado. O presidente da Casa, deputado Douglas Ruas (PL), classificou como "inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar" os parlamentares.

No comunicado, a Alerj defende o respeito às instituições por parte de todas as autoridades, incluindo o presidente da República. A Casa aponta ainda que a crise na segurança pública do Rio está ligada a problemas estruturais, como a ausência de políticas nacionais eficazes para o combate ao tráfico de armas, fragilidade no controle de fronteiras e o avanço de facções criminosas pelo país.

A Assembleia também reforçou a necessidade de "união institucional, equilíbrio e responsabilidade" diante do atual cenário, criticando declarações que possam, segundo a nota, estimular divisões políticas ou antecipar julgamentos sobre instituições públicas.

A manifestação ocorre após Lula criticar a tentativa do grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL) de viabilizar uma eleição indireta para escolha do novo governador do estado, possibilidade posteriormente vetada pela Justiça. Ao comentar o caso, o presidente afirmou que, se a definição dependesse da Alerj, "viria um miliciano" para governar o Rio.

Durante visita à Fiocruz, na Zona Norte do Rio, Lula também declarou ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que o estado não pode continuar com áreas dominadas por milícias. O presidente reforçou esperar atuação firme contra políticos envolvidos com grupos criminosos organizados.

Por Sputnik Brasil