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BNDES e Vale planejam investir R$ 1 bilhão em minerais críticos no Brasil

Fundo apoiado pelo BNDES e pela Vale inicia captação para impulsionar exploração de minerais estratégicos no país

20/05/2026
BNDES e Vale planejam investir R$ 1 bilhão em minerais críticos no Brasil
BNDES e Vale anunciam fundo bilionário para impulsionar exploração de minerais críticos no Brasil. - Foto: © AP Photo / Eraldo Peres

Um fundo com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da mineradora Vale, que visa mobilizar até R$ 1 bilhão para fomentar a exploração de minerais críticos no Brasil, iniciou o processo de captação e pretende realizar os primeiros investimentos ainda em 2024, segundo o Brazil Journal.

De acordo com a reportagem, o fundo é gerido por um consórcio formado pelas gestoras Régia Capital, Ore Investments e BB Asset. Esta última, ligada ao Banco do Brasil, já captou mais de R$ 100 milhões com grandes investidores para um fundo que adquirirá cotas do FIP (Fundo de Investimento em Participações).

"O BNDES e a Vale se comprometeram a participar com 25% do capital total comprometido do fundo, com um mínimo de R$ 100 milhões e um máximo de R$ 250 milhões cada. Estarão no foco negócios relacionados a terras raras, nióbio, cobre, urânio, grafite, lítio e outros minerais considerados críticos", detalha a matéria.

O texto ressalta que a mineração é uma das oportunidades para o Brasil se inserir nas indústrias do futuro. Apenas na fase de exploração, os projetos demandam investimentos entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões, evidenciando a necessidade de capital de longo prazo e mais acessível.

Neste contexto, o apoio do BNDES e da Vale prevê um prazo de dez anos para investidores profissionais. A Ore, uma das gestoras selecionadas e especializada em mineração, já desenvolveu um pipeline com centenas de potenciais oportunidades.

Dessa forma, a reportagem conclui que a exploração de minerais críticos no Brasil representa uma vantagem competitiva global, abrindo espaço para que o país se destaque no mercado das tecnologias emergentes.

Anteriormente, a professora aposentada da Universidade de Brasília, Maria Luiza Falcão Silva, afirmou que, por deter o segundo maior volume de metais de terras raras do mundo, o Brasil deveria declarar suas posições de forma mais assertiva no cenário internacional.

Em artigo publicado no Brasil 247, a professora defendeu que, diante da crescente importância das terras raras para a economia moderna, o Brasil deve atuar como protagonista em igualdade de condições com outras potências globais.

Por Sputnik Brasil